Na chona
Escura
Clima
Umbra
Tua presença
Me vislumbra.
Na rua
A arrostar
A lua(você).
Absorta,
Desnorteada
Sem peugadas facultar
Para que,
Em grau nenhum tu notes
Minha argúcia
Ao desviar a vista
Da tua real venustidade.
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Antes de te conhecer eu era apenas um coadjuvante na história,
Auxiliando minha mãe no seu negócio,
Afastando todos que tentavam se aproximar de mim.
Minha única e melhor amiga, sabe o quanto
Me sinto culpado por algo do meu passado,
Por isso, comecei a encafuar meus próprios sonhos.
Contudo, sua inocência, determinação e honestidade
Despertaram o que há de melhor em mim.
Cada momento ao seu lado foi mágico e precioso,
Cada vez que você trocava ´´Meu amor´´
Por ´´Meu Kang´´ meu coração entrava em colapso.
Sei que, promete nunca soltar as suas mãos
Mas, como em todos os contos de fadas
Há sempre algo que impossibilita os protagonistas
À chegarem no cume,
O nosso conto não poderia ser diferente,
No momento em que, estava imerso
Nessa paixão
E iria concretizar
Minhas aspirações junto a ti.
O mundo estaciona
E eu tropeço
Bem no meio do seu Everest,
Por conseguinte, reuni forças
P na estação número zero
Cortei nossas asas
Ao largar suas mãos.
Um ano, uma eternidade,
Uma tortura
Suprimindo tudo aqui dentro,
Te enviando várias e várias
Cartas em branco
No anseio de que um dia
Você as receba
E infira o quanto eu sinto a sua falta.
Na hora que nos reencontramos
Naquele fanmeeting
Senti o mundo
Estacionar novamente,
Meu coração até congelou,
Tudo voltou a fazer sentido
Seu abraço era tudo o que eu precisava
Para aliviar toda essa angústia.
Imprescindivelmente, assim como você,
Agora eu tenho meu próprio Everest
Para alcançar,
Que é te amar, ´´Meu Moo´´.
(Poema inspirado na série BL Only Boo)
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"A festa já vai começar
Pegue seu melhor vestido
Aquele vermelho
Que te dei no natal"
Eu, mãe, pai e meus irmãos
Nos juntamos para a foto então.
Flash a flash
Cada pose pensada por ti
Sorrimos como se fôssemos
A família perfeita.
São 22:00
Enfim, a festa acabou
E, todos foram dormir
Para uns trabalharem
E outros estudarem.
Agora, já são 05:30
Minha mãe já está de pé
Enquanto eu finjo
Ter dormido
E não ter visto
Meu irmão mais velho
Sair de madrugada
Várias e várias vezes.
Sorrio para ela
E lhe dou bom dia
A queria na
Minha feira de conhecimento
Não no trabalho dela hoje.
Ela, meu pai e meu irmão
Sempre discutem em voz alta
Só que nesta noite
A raiva o corrompeu
E ele a bateu
E ela o bateu
E meu pai a segurou
Enquanto eu
Acalmava o caçula da casa
E tentava acalmar
Los três brigões.
Quase todas as noites
E feriados assim
Meus pais
Discutiam em voz alta
Como se tudo fosse
Culpa de meu pai.
"O que acontece em casa
Permanece em casa,
Não quero
Fofocas por ai"
E, assim
Eu aprendi a mentir
E a fantasiar
Uma realidade
Que nunca existiu.
Me diga
Que tipo de mãe
Lhe culpa por tudo
Até mesmo
Por alguém
Ser ele mesmo
Nessa "doce" família?
Ou lhe joga um irmão
Para criar
Como se fosse um filho
E não a deixa
Viver a sua vida
Sem criticar cada
Passo?
Ou que pai
Se parece com
Um fantasma
Pois estando em casa
Ou não
Sempre o que sinto
É uma súbita solidão.
Que família e tanto
Onde os filhos
Um a um
Cortam os laços
Uns com os outros
E, cortam os laços
Contigo.
Sempre achei
Que tudo fosse minha culpa
Afinal, nunca consegui
Ser a sua garota perfeita
Temos laços de sangue
Porque não me bate logo
Ao invés de me falar
Tantas palavras horríveis
Que machucam a alma.
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Você enxerga sombras
Enquanto eu vejo
As formas que
Há nelas.
Eu observo tudo
Aos mínimos detalhes
Esquecendo-me completamente
Do foco principal,
Enquanto, você
Sempre vai direto ao ponto.
Nós dois crescemos
Como as vinhas
De um jardim
Que jamais teremos.
Raramente nos vemos
Então não suponha
Que vou me esquecer de ti.
Somos duas histórias
Completamente distintas,
Que, como
Todos os filmes que já vi
Se interligam
Tornando-se apenas uma.
Você é a realidade
E eu a fantasia.
Então, me diga
Como é que você faz
Para sempre ter
Na ponta da língua
A resposta de quase
Todas as perguntas
Que te fazem?
O mundo real
Por ora
É incrível
Por 9 3/4
Muitas pessoas
Sempre tentam
Moldar-me
Nessa m****
De vida
Para ser mais como eles
E menos eu mesma.
Todavia, contigo
Posso ser qualquer personagem
Da minha cabeça,
Com você sempre posso
Ser eu mesma.
A vida bem que
Poderia ser um livro
No qual eu pudesse
Escrever cada palavra
De cada página
Dessa história.
Você é a p****
Do meu melhor amigo
Do verão
Ao Halloween
Jamais
Se esqueça disso.
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Uns dizem que sou uma grande mulher e que sirvo de inspiração para outras pessoas.
Não sou acartada, então, porque seria tudo isso?
Ainda há aqueles que, por alguma razão me chama de vadia que não merece o amor nem de uma flor.
Por causa delas me tornei um ser aceiro que não vai à carraspanas afogar minhas magoas.
Quase me esqueci de ouvir as coisas sem nexo que a voz dentro de mim não cansa de falar.
Seria eu dessisa por ouvir a todos e não a mim mesma?
Quando que sorrir tornou-se uma obrigação e não uma opção?
Caminho pelo bairro de coração sem pilha, enquanto me pergunto quando viver tornou-se um fardo e não um simples prazer?
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Tão fácil seria dizer-te igual aos livros que leio e releio, que me desamo velozmente.
E que, no fundo me mataria se por desapuro eu te deixasse partir. Será que se por ventura você notasse a tola que sou ainda assim, estaria apaixonado por mim?
Lamento por toda esta minha asnidade, é que apenas não possuo todos os aprestos para isso que nós temos não se finde em um completo desastre.
Ela nunca entende as frases do seu velho
Ou apenas
Nunca as quisera entender.
'Se ela fizesse um curso de inglês e se dedicasse ao canto, seria um encanto'
Contrariando sempre sua rainha
Que sempre lhe diz
O que fazer e como agir.
'Esqueça seus amigos, afinal, você nem tem amigos além de sua família!'
Talvez eles tenham razão
Talvez ela seja uma zero a esquerda
Que eles pensem
Por não abrir a boca quando necessário.
Ou apenas ela esteja Evitando o caos
Tentando e tentando
Fazendo-los se sentirem orgulhosos.
Assumindo responsabilidades deles
Se afastando dos
Seus 'não' amigos
E do mundo.
Omitindo sentimentos ao falar
Para não preocupar ninguém
Deveria o mesmo fazer
Ao discorrer suas lágrimas
Em forma de poesia
Para que não soe como
Ingratidão
O que sua alma sente
Com relação
Ao que de fato significa
Ser uma 'princesa'.
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Não sou sábia
Só tenho lábia.
Lábia para mentir
Para ti
E para mim
Sobre o que devo
Ou não sentir
Lábia essa
Para omitir
Na cara dura
O aperto que sinto
Quando não te vejo.
Nessa lábia
Esqueci que não sou sábia
E quase
Que deixo escapar
Por impulso do momento garotas
O que sinto por você
Perto de você.
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Claro que não estou apaixonada por você, claro que não.
Como poderia?
Seríamos tipo Romeu e Julieta
Sem a parte da morte no final
E sim com todo aquele medo
De não ter reciprocidade
No final.
Eu aprendo quando erro
Eu aprendo quando nego
Eu aprendo quando não quero
Eu só não aprendo quando me calo
E aceito tudo sem questionar.
Eu aprendo quando rio
E quando choro
Eu aprendo quando falo
E quando observo
Eu aprendo quando crio
E quando não crio
Eu aprendo quando saio
E quando não saio
Eu aprendo quando vivo por mim
E quando vivo por alguém
Eu só não aprendo quando
Estou presa em um loop temporal.
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