Vivendo
Cortei esse peito Fatos escrevi , Senti , morri quase atentado por um tiro deste meu vizinho Desço o morro moro ao lado de gente infeliz Corpos são tratados como padrão Padrão eu tento ser , até hoje mas não incorporo Com está manta , enxuguei sangue , De minha orelha cortada Choros em silêncio em cima de uma casinha velha , a frente de um bar Brindei , risadas , mastigando essas palavras Coragem eu tenho medo eu tenho julgado fui Quando minha mãe , chorava eu andava descalço , bebendo pelas ruas como um marginal Lembranças de um tempo normal Ainda tenho esperança de um dia este mundo irá se transformar , E meu corpo irei amar pois assim , eu sou amado por mim até aqui Eu vivo para a liberdade existir
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