Arthur @same_diference
Maturidade

Minha Vida em Quatro versos

Desde que a nossa peça começou, Tenho sido um coadjuvante Mas era pra ser protagonista Nos palcos em que fiquei e fui embora. Quando quase abandonei a arte de viver, Nossos papéis se encontraram E meus olhos puderam contemplar A mais bela e pura atuação. Passei então de um fingidor para ator Aprendi que o amor não é o desejo que arde, Mas sim o mais terno bem querer Porque amigos também se amam. Mas, por um erro de atuação, por inocência, A confiança morreu nos bastidores. O que me resta, agora, como coadjuvante, É trazê-la de volta dos mortos, e finalmente ser. Arthur Samogin Corrêa

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