Vendo
Vendo, vendo! Não vendo, não vendo! ...vendo a sabedoria do amar alheio, meu coração lhe vendo. Caro Não vendo interesse de zelo estonteante por mim, não vendo. Mesmo que pague fortuna.
@sallbaroli · desde 2020
Um dia de chuva, frio, chocolate quente, poesias e uma boa companhia. ...A simplicidade me define. assim faço me vê!
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Vendo, vendo! Não vendo, não vendo! ...vendo a sabedoria do amar alheio, meu coração lhe vendo. Caro Não vendo interesse de zelo estonteante por mim, não vendo. Mesmo que pague fortuna.
Chama aqui Liga de vídeo É um tal de mandar nudes Virtualizar o sexo ...Presta não! Nada de A mão naquilo Nem Aquilo na mão Virtualizaram o sexo ...Presta não! Cadê o calor humano O gemido Boca pra beijar Só olho na tela A se masturbar Virtualizaram o sexo ...Presta não! Quero suar a tua presença Olhar bem no teu íntimo Quero viver antigamente Namorar na porta Virtualizar o sexo, jamais ...Presta não!
Continuar lendoNem sequer se conheciam Logo logo se abraçaram Amor a primeira vista Assim que os apresentaram Deram um caldo tão gostoso Que a rapa dura geraram Numa trama inocente Uma foi apertando a outra Contorcendo em aguardente Adocicando a toda boca Horas entonteando Horas deixando louca O legado do casal Visitava toda venda Era pedida especial Em taberna ou em tenda Quanto mais fogo no canal Mais forte era a merenda. Essa estória da velha moenda Que gemia ao receber a cana Carregava o nome da Fazenda E omitia sua fama
Continuar lendoEu vou lutar, preciso Mesmo acorrentado Estou na luta ...Guiné! Sou negro, sou pobre, sou margem, sou mulher ...Angola A labuta é dura e diária E vem tapa na "cara" Vem pisão no pé Eu grito, eu murmuro E resiste o muro; mané! (...) ...Bissau É preciso se vestir da causa É preciso se despir de coitado Soltar o verbo reto Território marcado, concreto ...estou aqui! ...Favela Com a arma da alma Com a calma que doi A sua frente à frente A gente se constroi ...Salvador A dor que ti salva, mergulha Te mantem bem viva Na luta, ativa Caminho à sangrar ...Amor.
Continuar lendoBola de gude Patinete de rolimã Humm Era bom dimais ...Entra menino "peraí" mãe! Demorou: sipó Vinha correndo da escola Parangolé soltar pipa Rolê na pracinha ...vai comprar o pão menino Posso comprar bala? Hoje tem pico bandeira Esconde esconde Infância dos meus sonhos Inocente Contente Alegre.
Continuar lendoLá no meu sertão O jão-de-barro é doutor Quando a chuva tarda Sertanejo em louvor Clama chuva sereno Clama à o Nosso Senhor Lá no meu sertão Mandacaru da de quina Jumento cavuca água Sob olhos de rapina A flor tarda mais num faia Que nem sorriso de menina Lá no meu sertão O vento é labareda Areia queima sola do pé O sol castiga vereda Tudo é sacrificante Até a umbu é azeda Lá no meu sertão Tudo é na fartura Samba forró e baião Formiga vira tanajura Quando um diz "palavrão" Outro diz "discunjura" Lá no meu sertão Choveu tudo é verdejante Sabiá canta na serra Borboletas e seu vou elegante Vaca bebe água num berra Tudo é contagiante Lá no meu sertão Mora minha saudade Dos meus tempos de menino Exibia pouca idade Na seca acabei partindo E vim morar na cidade Mas Sempre "vorto" por lá Cheiro a terra molhada Rapadura pinga ferrada Longe dali num sou nada Aqui num posso ficar
Continuar lendoCaminhar nas veredas desse verso Reverso ao contexto de partir Arriar as malas Bem no meio da poesia Com maestria fazer morada No estrofe da canção Rasgar o endereço passado Viver ao lado da emoção Navegar no sentimento poético Em sublime embarcação Coreto peculiar Desembarque de talento Vibra aurora e sarau Linhas de pensamento Quero habitar à praça Sacudir a massa E viver alento
Continuar lendoOlhar no fundo do olho Faz-se vê Que o reflexo da vida É o que pratícas ... Palavras são apenas carinho no ego (...)
Que vontade de ti deixar loca Rolando em meus braços Caçando minha boca Embriagada de desejo Sem fôlego "Eita" moça Que vontade de murmurar a tua nuca Palavras chulas e arrepiantes Daquelas que fazem suar Que vontade de pegar no colo Te prender na parede Sem desculpa sem dolo "Eita" moça Que vontade que dá ao pensar A boca seca o moral levanta Saio sem rumo a te procurar Me afogo no balcão azul Molho a garganta "Eita" moça Sem querer o dia amanhece Meus coração ébrio Amolece E a vontade A vontade insiste a não passar ...nada de passar (...)
Continuar lendoUm furacão que "ajunta" um aglomerado de bons sentimentos numa avassaladora sinergia que nos toma e nos oferta a provar da água magnânima da tranquilidade da alma e do fogo da carne que queima com sua labareda ardente dos ridículos apaixonados.