Memorias de infancia
Em uma casa cheia de vida e de calor, Onde cada cantinho transborda de amor, Você, pequena e sonhadora, na rede a balançar, Imaginando um futuro em que possa voar. Papai e os titios, alegres á conversar, Vovó na cozinha, preparando uma deliciosa refeição, Mamãe e as titias em harmonia. Teus irmãos e primos, em brincadeiras radiantes, sem fim. Enquanto todos se ocupavam. Você, na varanda, sonhava com o amanhã promissor, Desejando ardentemente crescer e ser independente, Sem notar que a preciosidade do presente estava em sua frente. Na casa de vovó, agora vazia e silenciosa, O eco das risadas e brincadeiras já não ecoa, Mudanças que a vida trouxe, sem pedir licença, Transformando a rotina em uma nova experiência. O tempo, implacável, nos leva para caminhos incertos, O divórcio dos pais, as estrelinhas no céu aberto, Vó, titia e primo, agora brilham lá no alto, Deixando saudades e um vazio no peito, em sobressalto. Você, tentando se acostumar com essa nova realidade, Com a ausência e a solidão, em meio à saudade, Buscando forças para seguir em frente, resignada, Enfrentando as adversidades com coragem, na jornada. Ah, doce criança, tão ansiosa por crescer, Que esqueceu de desfrutar o agora e perceber, Que a magia está no instante, no aqui e no agora, No calor da família, no aconchego que agora chora. O tempo, implacável, segue seu curso sem piedade, Não nos permite voltar atrás, mudar a realidade, Mas das lições do passado, podemos aprender, A valorizar cada minuto, a cada momento agradecer. -Regiane Alves
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.