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marden raniery

@rani · desde 2018

escrevo para ir além da minha própria alma..

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Ele morreu

Ele se foi Os vermes logo o atacaram O homem qualquer morreu Se deixou levar Depois da vida de lutas Lutas cegas o homem qualquer morreu Qualquer era seu sobrenome Era a sua saida Era o seu pesadelo em vida Ele morreu Pobre homem Com um sobrenome belo Um homem qualquer se foi Para sempre se foi sem nada Sem rumo Nem seu corpo levou....

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Dose de rum

Amargo rum Doce rum Salgado rum Doses de nadas Doses de tudo Doses de sortes Mundos imundos Doses delirantes Vidas errantes Doses de rum Doses amargas do rum Daquele rum estragado Deixado de lado Esquecido Rejeitado Crucificado

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Pelo amor da comida

Comidas jogadas nos lixos Humanos comendo restos Revirando latas Revirando vidas Revirando cicatrizes Gentes comendo migalhas podres Sem sal Sem mel Com fel Humanos jogados nos lixos Comidas podres Comidas ricas Comidas pobres

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Aids

Aids no corpo Dos doentes Aids na alma enferma Aids na sociedade Na mente da sociedade De uma sociedade hipócrita De uma sociedade doente Doente de preconceitos Doente de ilusões Todos aideticos Todos doentes Ou quase todos

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Quero

Eu quero gritar por ai Saborear o vento Ser veloz que nem o pensamento Quero percorrer os mares Viver a liberdade Quero amar a mim mesmo Ao outro Ao tudo

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Amada midia

Te amo midia Por ser devassa ..cruel e futil Te amo por ser uma qualquer Por não se importar Por não ser o que precisa ser Te amo querida midia Por ser uma demente Dentro de uma tela Por ser medíocre por afetos Por viver dentro do dinheiro Comandando mentes humanas Fracas de espirito Ansiosas pela carne rica Do mercado Te amo muito Muito mesmo midia pois sempre esteve do lado dos pobres ah ..como te amo ironicamente amarei a tua face Os teus recados As tuas noites ..

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Um rapaz ali

Ali no lixo Ali nas pedras Nas pedreiras Nos esgotos Um rapaz se mostra Se esconde Se machuca em si mesmo Ali ao longe Um rapaz se aglutina Aos entulhos de nadas Aos entulhos de restos De restos de comidas Ali perto ..um rapaz ainda respira Fatigado ..desalmado pelos seus Horrorizado com o que fez Com o que causou Ali Ali A. L. I. A. L. I Bem perto de ti um rapaz pede ajuda

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Jardim espinhento

As flores murcham Murcham Murcham As flores cantam Cantam cantam as flores pensam Pensam Pensam As flores vibram Vibram Vibram As flores morrem Morrem Morrem As flores beijam Os espinhos Os espinhos As flores casam Com espinhos Com espinhos As flores pulam desapercebidas Embebecidas Mortificadas Espinhadas Espinhentas E morrem De novo De novo

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Fantoches

Eu me perdi no meu outro eu No eu de sonhos roubados De amores rabiscados E foram muitos amores Desamores Fiquei todo esse tempo preso Nas teias Nas garras alheias Fiquei preso nos gritos Gemidos horriveis Fiquei preso dentro de mim mesmo Virei fantoche de tempos De pessoas De lugares Quando percebi... encontrei outros fantoches Que tentavam ser gente ..sem ser Ficaram sendo fantoches apenas

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Tempo..

Um dois Três. Dias de sol. Tempestade Dias de nuvens. Amores jogados Semanas e mais semanas Cantigas e sonhos loucos Um. Dois. Três Passados rebuscados de outrora De jovens rebeldes por rebeldias Presentes funestos de ideais De mordaças ameacantes De sonhos congelados Um. Dois. Três Futuro incerto no certo no errado certo No certo errado Sonhos desmantelados Escondidos As luzes do futuro Incerto Um. Dois. Três final Fim

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