Leopoldo Rodighiero @poldo

O INIMIGO INTERNO (O excesso que adoece)

No transcorrer da humanidade, as conexões e comunicações tornaram-se diretas e rápidas. No entanto, surge um questionamento: esse excesso, esse turbilhão de respostas imediatas, realmente traz eficiência ao cotidiano e ao trabalho, ou apenas intensifica problemas psicológicos, como a ansiedade diante da incapacidade de concluir tarefas? As informações, agora acessíveis à distância, devem ser somadas às tecnologias do imediatismo, como a inteligência artificial, ou utilizadas apenas como instrumentos de apoio ao saber técnico? A humanidade parece adoecer na ânsia pelo imediato, pelo “agora”. O excesso de telas e de entretenimento cria uma busca constante por estímulos, liberando dopamina de forma desregulada e comprometendo o equilíbrio mental. Não estamos mais conectados, mas condicionados à tecnologia, seja para o trabalho, seja para a distração, enquanto o essencial se perde: O SIMPLES ATO DE CAMINHAR, OBSERVAR E APRECIAR A BELEZA DA NATUREZA Perdemos o mundo real enquanto consumimos um mundo imediato. Eis uma crítica — não à tecnologia em si, mas ao seu uso desmedido. Utilizá-la a nosso favor é evolução; submeter-se a ela sem limites é adoecimento. O excesso, aliado à ausência de pausas e descanso, compromete diretamente a saúde mental.

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