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Poetisainterna

@poetainterna · desde 2021

Alguns desabafos subjetivos de minha alma, talvez nem façam o menor sentido Mas sou uma sonhadora inconformada, sonhando em mudar o mundo ✨

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Mergulho

Deixei em segredo Aquilo que destrói Sentimento é medo Nunca constrói A compreensão virou trava Me deixei moldar Agora solto palavras Me sufoco Sufoco pelo peso da culpa Culpa de julgar lugar seguro Segurança desconhecida Por quem sentiu no escuro Tua estrutura balança Meu coração bambo Me perco no real Em não ter nenhum perigo Tua presença é luz Em coração de castigo Tuas linhas ensinam O que nunca aprendi E eu tremo ao escrever Palavras que não engoli A poeira no topo Embaça vínculo sem barulho E me dói o injusto Com a leveza desse mergulho Mergulho que não me afoga Superfície que não desaba Não desaba em alma inconsistente Que anseia por repouso Tô brincando com a sorte A sorte que é te ter Te ter em meio ao breu No azar de ser eu Mas só quero te guardar Te tratar com zelo Ser dois em sintonia Caminhar sem atropelo Em só uma melodia

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Peça

Como é difícil acreditar na bondade humana Como é doloroso viver coberta de medo Vivo em tormento, não adormeço  Me sinto frágil como porcelana  É cansativo não sair da alerta  Vestir desconfiança  Ter proteção como peça

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Tempos pacíficos

Espero resolução Para vários nadas em específico Não adianta escutar frustração Corro atrás de tempos pacíficos

Reconhecer-se

Não me reconheço Tenho passos inseguros Viro tudo do avesso Pensamentos obscuros E finalmente adormeço

Doente

Sem forças pra seguir Sigo triste e impotente A porta pesa ao abrir Para outro dia que me faz doente

Caos

Acostumar-se com a dor E se conformar com a negligência  Sentir-se inferior  Normalizar a ausência  Vejo que há quem não corte minha alma  O amor pode enfim me afastar do trauma Compartilhar tua calma  Abraçar o meu caos

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Simplória complexidade

Por que tentamos simplificar uma vida complexa  Por meios simples  Passar por momentos como porta que fecha Ao invés de viver essa complexidade Tentar torná-la mais simples e sólida Escolher sensações a velocidade

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Sentença

Vem sem avisar Não aceita promessa O maquinário vai pesar Cansado de tanta pressa Sinto a sentença A paz se retira Meu pulmão pensa Meu cérebro não respira

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Dolorosa lembrança

Cada garrafa, lâmpada ou porta retrato Não tenho vontade tampouco querer Casa vazia, coração despedaçado Sinto meu corpo arder Enquanto meu rosto fica molhado Aqui não performo como ator Não penso em coisas possíveis Sinto frio por baixo do cobertor Que privilégio é sentir a dor de tantos momentos incríveis Como é dolorosa a lembrança do amor

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Labirinto

Vivo em nostalgia Tenho apego a cada momento Carrego um coração que é mapa Quando a mente é labirinto Me admiram personalidades Analiso cada temperamento Adoro o desconhecido Desconfio de instinto Adoro falar sobre sentimentos Odeio falar sobre o que sinto

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