O caminho está cheio de espinhos,
mas meu coração é cheio de luz
Cada passo marca meu sofrimento,
a cada passo, o caminho se reduz
O dia começa, faço uma oração,
ele termina, oro com devoção
Desafio o mundo, pois tenho fé,
mesmo que eu caia, tornarei a ficar de pé
Não sou feito de pedra, só digo ser,
sempre neguei a dor, mesmo quando doia
Tenho inúmeras cicatrizes,
ainda assim, esperança me resumia
Talvez tenha sido demais para mim,
fingindo ser forte, sendo apenas fraco
Lutando com a loucura
ando por aí não sabendo o que faço
Me dediquei bastante
eliminei o perigo
Me envoltei de pessoas,
contudo, me sinto sozinho
Meus passos já não carregam sangue,
parece que já desisti, mesmo seguindo adiante
É irônico, triste e até cômico,
o meu destino
O caminho se encheu de luz,
mas meu coração se encheu de espinhos.
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cai em ilusão
fiz de minha vida algo em vão
sai de meu destino
me perdi de meu caminho
acreditei estar no controle
eu só quero que me perdoe
cai em tentação
já não sinto motivação
falsamente digo sim
assumo que desisti
desde quando?
como foi que não percebi?
enlouqueci.
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de algo me convenci,
sou uma sombra do passado
sem apego algum,
neste mundo eu vago
não sou digno de pena
nem de ser aclamado
desisti da vida,
ainda assim não me mato
não sigo a ninguém e
faço o que bem entendo
finjo liberdade
vivendo preso em meu lamento
já escolhi como morrerei
e será fascinamente
meu corpo vai ruir,
mas minha vontade seguirá costante
sou fraco de fé,
porém confio em meu instinto
todos sabem que estou triste
mesmo que eu siga rindo
sonho em viver
vivo a sonhar
condenado a sofrer
imaginando escapar
quero amar e
dar valor a quem me ama
se sou uma vela
minha alma é a chama
nessa perspectiva
meu plano é perfeito
ascenderei, serei cinzas
e queimarei o mundo inteiro
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Ao matar minha carência,
quero acreditar.
Que, oferecendo consolo,
alguém vai me consolar.
Será que,
posso mesmo confiar?
Que, nessa justiça invisível,
o que ofereço,
há para mim retornar?
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Acordo.
O sono me incomoda,
mas já não tem poder sobre mim.
2 horas?
Quanto tempo, dessa vez, eu dormi?
Me levanto,
antes mesmo de minha consciência despertar.
Faço minha barba, observo minha face,
que nada tem a expressar.
Meu corpo coleciona dores
Minha mente tem uma coleção de sequelas.
Me perco em quem sou,
mal conheço quem me torno,
já me esqueci quem era.
Subi na hierarquia,
Conquistei respeito.
Colho frutos de tranquilidade
em minha plantação de sofrimento.
Noites sem dormir,
dias sem comer,
já não respirava, mas corri,
aceitando meu destino, o de sofrer.
Tão perto da morte, eu me sentia tão vivo,
vivendo tranquilamente, nada mais sinto.
Uma carcaça forte, que segue vazia.
"Confiança", era o que mais eu sentia
Ontem não via, hoje percebo,
certamente, sou o homem mais fraco que conheço.
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Minha ousadia levou-me a desafiar o mundo, minha derrota levou-me à loucura.
Deixei, através de minhas feridas, um rastro de sangue
Quando eu me curasse, sim, quando me curasse.
Teria um caminho para voltar, certamente, um caminho para voltar.
O sangue segue a cair, meu tempo segue a diminuir.
Não quero morrer, mas não devo parar
Está tudo bem, eu tenho como voltar
Mas, ao olhar para trás, é que minha tragédia há de se mostrar
Quem diria,
que nada reto seria,
essa trajetória
em busca da sabedoria.
Já não há sentido.
Em meus rastros,
já não há caminho.
Sem sanidade,
andei em circulos.
Sem segurança,
me cerco de espinhos
Quando deixei
de ser afirmações?
Quando me tornei
apenas perguntas?
Quanto tempo faz, sim, quanto tempo faz desde que parei de seguir apenas para frente?
Eu devo fazer uma promessa, certamente, devo fazer uma promessa
Um ideal a seguir,
um sonho para fatasiar,
uma esperança para se agarrar.
mas
O que prometer,
quando nada tenho
a oferecer?
Já não me recordo de onde vim
Já não sei para onde vou
Apenas o que sobrou de mim
Foi o triste e solitário ato
de, caminhando, seguir.
Então
Mesmo que não haja
como voltar
Mesmo se este corpo
vim a falhar
E minha mente
continue a se estraçalhar
Eu prometo que,
independente do caminho,
continuarei a caminhar.
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Um abraço, um cafuné e uma frase:
"Tudo vai ficar bem".
Toda noite me perco
Toda manhã forço a me encontrar
Cigarro, em sua fumaça busco apego
Será que até você irá de mim se desapegar?
Eu penso e reflito
A solidão almeja que eu me despedace
Seria o amor somente um mito?
Quanta falta de fé da minha parte...
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Em meu instinto, facilmente sorrio ao falar
Falso, conveniente e padrão
Contudo, decidi que deveria parar
Pois da boca, sai aquilo do que está cheio o coração
Como é fácil, com o sorriso, simpatizar
Escondido por ele existe grande indignação
Fingindo um sorriso, o que quero expressar?
A mentira se sobrepõe à minha emoção.
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Antes que o vento possa levar
estas tristes cinzas que serão
tudo o que de mim há de restar
um último ato, uma última combustão
sei que tal fogo irá incendiar
com vontades e sonhos um puro coração.
Se algum dia, isso se profetizar...
Minha morte será resultado...
Minha mente e meu coração hão de se alegrar...
E no fim, de mim, não sobra nem o solado...
Sobre uma linda melodia, certa situação se torna fácil de imaginar...
Destino de dor e insignificância, digno de um soldado.
Com minha alma e espírito, se esvaindo, à dançar.
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Por muito tempo afirmei odiar coisas falsas.
Oh Deus, o quão hipócrita consigo ser?
Diariamente finjo, em minha face,
ter uma expressão que não é minha
Quando escuto uma piada,
sorrio antes mesmo de achar graça.
Sobre meus erros?
Ah, sim, São os piores!
Procurei a verdade muito cedo,
perdi a inocência em errar,
hoje tenho controle, tenho saber,
não cometo delizes, o que faço é escolher.
Eu odeio mentiras,
é lamentável, mas explica,
esse odio, que, por mim mesmo
se itensifica.
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