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peixe

@peixada · desde 2026

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a clareza e os espinhos

O caminho está cheio de espinhos, mas meu coração é cheio de luz Cada passo marca meu sofrimento, a cada passo, o caminho se reduz O dia começa, faço uma oração, ele termina, oro com devoção Desafio o mundo, pois tenho fé, mesmo que eu caia, tornarei a ficar de pé Não sou feito de pedra, só digo ser, sempre neguei a dor, mesmo quando doia Tenho inúmeras cicatrizes, ainda assim, esperança me resumia Talvez tenha sido demais para mim, fingindo ser forte, sendo apenas fraco Lutando com a loucura ando por aí não sabendo o que faço Me dediquei bastante eliminei o perigo Me envoltei de pessoas, contudo, me sinto sozinho Meus passos já não carregam sangue, parece que já desisti, mesmo seguindo adiante É irônico, triste e até cômico, o meu destino O caminho se encheu de luz, mas meu coração se encheu de espinhos.

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desde quando

cai em ilusão fiz de minha vida algo em vão sai de meu destino me perdi de meu caminho acreditei estar no controle eu só quero que me perdoe cai em tentação já não sinto motivação falsamente digo sim assumo que desisti desde quando? como foi que não percebi? enlouqueci.

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morto vivo

de algo me convenci, sou uma sombra do passado sem apego algum, neste mundo eu vago não sou digno de pena nem de ser aclamado desisti da vida, ainda assim não me mato não sigo a ninguém e faço o que bem entendo finjo liberdade vivendo preso em meu lamento já escolhi como morrerei e será fascinamente meu corpo vai ruir, mas minha vontade seguirá costante sou fraco de fé, porém confio em meu instinto todos sabem que estou triste mesmo que eu siga rindo sonho em viver vivo a sonhar condenado a sofrer imaginando escapar quero amar e dar valor a quem me ama se sou uma vela minha alma é a chama nessa perspectiva meu plano é perfeito ascenderei, serei cinzas e queimarei o mundo inteiro

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O militar.

Acordo. O sono me incomoda, mas já não tem poder sobre mim. 2 horas? Quanto tempo, dessa vez, eu dormi? Me levanto, antes mesmo de minha consciência despertar. Faço minha barba, observo minha face, que nada tem a expressar. Meu corpo coleciona dores Minha mente tem uma coleção de sequelas. Me perco em quem sou, mal conheço quem me torno, já me esqueci quem era. Subi na hierarquia, Conquistei respeito. Colho frutos de tranquilidade em minha plantação de sofrimento. Noites sem dormir, dias sem comer, já não respirava, mas corri, aceitando meu destino, o de sofrer. Tão perto da morte, eu me sentia tão vivo, vivendo tranquilamente, nada mais sinto. Uma carcaça forte, que segue vazia. "Confiança", era o que mais eu sentia Ontem não via, hoje percebo, certamente, sou o homem mais fraco que conheço.

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O louco

Minha ousadia levou-me a desafiar o mundo, minha derrota levou-me à loucura. Deixei, através de minhas feridas, um rastro de sangue Quando eu me curasse, sim, quando me curasse. Teria um caminho para voltar, certamente, um caminho para voltar. O sangue segue a cair, meu tempo segue a diminuir. Não quero morrer, mas não devo parar Está tudo bem, eu tenho como voltar Mas, ao olhar para trás, é que minha tragédia há de se mostrar Quem diria, que nada reto seria, essa trajetória em busca da sabedoria. Já não há sentido. Em meus rastros, já não há caminho. Sem sanidade, andei em circulos. Sem segurança, me cerco de espinhos Quando deixei de ser afirmações? Quando me tornei apenas perguntas? Quanto tempo faz, sim, quanto tempo faz desde que parei de seguir apenas para frente? Eu devo fazer uma promessa, certamente, devo fazer uma promessa Um ideal a seguir, um sonho para fatasiar, uma esperança para se agarrar. mas O que prometer, quando nada tenho a oferecer? Já não me recordo de onde vim Já não sei para onde vou Apenas o que sobrou de mim Foi o triste e solitário ato de, caminhando, seguir. Então Mesmo que não haja como voltar Mesmo se este corpo vim a falhar E minha mente continue a se estraçalhar Eu prometo que, independente do caminho, continuarei a caminhar.

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Carente demais

Um abraço, um cafuné e uma frase: "Tudo vai ficar bem". Toda noite me perco Toda manhã forço a me encontrar Cigarro, em sua fumaça busco apego Será que até você irá de mim se desapegar? Eu penso e reflito A solidão almeja que eu me despedace Seria o amor somente um mito? Quanta falta de fé da minha parte...

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Sorrisos.

Em meu instinto, facilmente sorrio ao falar Falso, conveniente e padrão Contudo, decidi que deveria parar Pois da boca, sai aquilo do que está cheio o coração Como é fácil, com o sorriso, simpatizar Escondido por ele existe grande indignação Fingindo um sorriso, o que quero expressar? A mentira se sobrepõe à minha emoção.

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O sonhador

Antes que o vento possa levar estas tristes cinzas que serão tudo o que de mim há de restar um último ato, uma última combustão sei que tal fogo irá incendiar com vontades e sonhos um puro coração. Se algum dia, isso se profetizar... Minha morte será resultado... Minha mente e meu coração hão de se alegrar... E no fim, de mim, não sobra nem o solado... Sobre uma linda melodia, certa situação se torna fácil de imaginar... Destino de dor e insignificância, digno de um soldado. Com minha alma e espírito, se esvaindo, à dançar.

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aquele que não é

Por muito tempo afirmei odiar coisas falsas. Oh Deus, o quão hipócrita consigo ser? Diariamente finjo, em minha face, ter uma expressão que não é minha Quando escuto uma piada, sorrio antes mesmo de achar graça. Sobre meus erros? Ah, sim, São os piores! Procurei a verdade muito cedo, perdi a inocência em errar, hoje tenho controle, tenho saber, não cometo delizes, o que faço é escolher. Eu odeio mentiras, é lamentável, mas explica, esse odio, que, por mim mesmo se itensifica.

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