Foto de Pedro Viegas

Pedro Viegas

@pedroviz_64 · desde 2026

https://www.pedroldcv.wordpress.com

8 poemas 3 seguidores 3 seguindo

Seguir
Poema

Ilha

Porção de mim Cercado de teus cuidados De todos os lados Isolado do mundo Esquecido de mim Não mais te vejo ou ouço Um mar vazio Ou cheio de algo que nos é estranho Ocupa o espaço que antes era somente teu Precisamos de uma garrafa E algumas mensagens Para fazer uma grande travessia E trazer de volta ao contato nossas orlas E preencher com nossas vidas as águas desses mares PLDCV Gravataí, 09 – 20/07/2012

Continuar lendo
Poema

Ouço

Ouço. Transporto-me para onde não conheço. Vejo. Estou onde sempre estive. Penso. Acordado é melhor sonhar. PLDCV Porto Alegre, 2004

Continuar lendo
Poema

Sapatos

Narilene ganhou três sapatos. Um deles, de salto solto. Outro, sem a sola estava. O terceiro, desenhado a lápis sem ponta, Narilene dobrou para colorir outro dia. E seguiu descalça pelos sonhos que podia ter. PLDCV Gravataí, 23/05/2012

Continuar lendo
Amor

Meditativo

Queria ser centro e sou esquecido. Sou centro onde queria estar incógnito. Sirva-se. As frutas estão frescas, orvalhadas da manhã. Sumarentas doces frutas. Doces e delicadas peles que te envolvem. Serena assim serena a fitar o doce lume da manhã que se insinua. Teu corpo delicado dentre a bruma. Provemos do pomar sobre a relva inda molhada. Seus pés nus o que temer na relva fresca e fina. Venha entre estas alamedas por onde vago e se sozinho eu me perco. É doce o rico sumo das frutas do pomar. Prove. Tome de minha boca o sumo dessa fruta. Dividamos. E sobre a relva esqueçamos olhando o céu que nos protege, sentindo a brisa que me traz teu cheiro. Tu és presente. Sinto presente para a vida. Serei eu digno de que proves dos pomares nos quais me perco? Dos pomares que plantei na minha mente? Pedro Viegas Porto Alegre, Setembro 2001

Continuar lendo
Poema

Ouço

Ouço. Transporto-me para onde não conheço. Vejo. Estou onde sempre estive. Penso. Acordado é melhor sonhar. PLDCV Porto Alegre, 2004

Continuar lendo
Poema

Retilineamentos

Preciso continuar nesta linha. Atesto o desconcerto na brandura calma, Diafanar de dia findo, tepidez parada, Luas vazias e mancheias, Quanto custa, quanto custa. Giro não é sério sem eixo Imaginário ou feito de algo. Bonecos ou não, deixam um espaço Entre aqui e ali. E parece haver um caminho ou mais De uma saída. Ao menos. PLDCV Porto Alegre - 200?

Continuar lendo

Randomatizes II - Estireno

Plastifólios. As gotas rolam livres. Ar quasiplexo desfeito no borborigmo. Leveza maior que a do algodão adocicado Girando e o vento levando a bola de cor salteada. Que memória clara e que movimentos. Traços livres pensam moldado algo que vem, Na semana, no fim de semana, Um vaso velho Arranhado ou semi quebrado, Cola tudo, nem é possível. Tecido, tem sido difícil, Ter sido sarcástico, De madeira, de carne, De plástico. PLDCV Gravataí – ?

Continuar lendo
Poema

Indecorosa

Flor na minha tela IndecoRosa Mente delicada Pensa flora Enquanto a miro tenso Fina palidez A imagino Coisa nova, tez do pêssego Então a despetalo Na minha retina PLDCV Gravataí 01/03/2012

Continuar lendo