Paulo Zhërus @paulo_zherus
Amor

Noites ventadas

Aqui me via com encanto a lua, minha luz egressa O vento que não toca o físico chegava em véus Fiz de despi-lo com a descrição que a escolha versa Abordei naquela noite a vazão de mim aos céus: De rachaduras ao fundo de silencio tabaco fúnebre Mágoas se sucumbem à sequenciação emersa Cônscio de que a leitura fraca não condena versos, Não reclamo profundidade num mar azul persa Derricei dos véus do vento, da carne à centelha Dos goles de café com pó doce cor ermine A lua é um voyeur que olha de esguelha O encanto em seu austero trançado vime De manhas imaculadas, noites serenadas ficam Eternas sejam sob sua luz champanhe prisca Vejo festejos emanados aos olhos em forma de lume Que no balançar das folhas ventadas piscam.

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