Paulo Zhërus @paulo_zherus
Vida

Ironia da inocente esperança

Que desesperador fosse outro sono pandêmico Com conivência por silêncio e sonho anêmico Desestabilizando as rosas, que murcharam, Desvalidas quando brevemente feneceram. Mas é vindo amar o sol outra vez, que A petulância desinibida da ornada altivez, Apondo às ganhas a gana de seus anjos risonhos, Terna à certeza de suas esperanças em sonhos. Apregoa-se alçar aos cimos e não obstar Coroar o ser que ousar se alçar e obstinar Enquanto forte for o som de seu diapasão, Sê tom altivo em seu altar de elevação. Que desesperador fosse outro garbo esbanjado Outro caso chocado depois de embrutecido Que não se chateiem em charcos de desesperanças Se se pôde fincar no solo que somos de temperanças Ternássemos certezas em manifestos de alma Que da alva régia pluma desejais o sagrado Imaginado como peste e defendido ressignificado E que (des)orna o mundo depois de mal-ofendido. Que acalentador fossem as mágoas que não encorpadas Sonhos de esperanças não mais assim inibidos Alçados no terreno onde partem pessimizados Marginalizados conquanto diz-se concebidos.

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