Os poetas não morreram.
Eles estão em qualquer estante, em qualquer instante eles aparecem sentindo demais.
É claro que precisa de coragem, para dizer que ama, se o drama da contemporaneidade diz que ninguém ama mais.
Mas é claro que ele ama, ama muito, muitíssimo.
Tá vendo? Ninguém suporta um poeta falando que ama, soa repetitivo.
Mas entenda o baixinho, dizer sobre amor, para ele, é um vício.
Mas não ache que seja só isso.
Nem tudo são flores.
Em qualquer jardim bonito
Há mato, há bichos.
Ele também odeia,
Mas de uma forma nada agressiva.
Odeia quem fala, sem nenhum conhecimento,
Que para viver bem, a paixão não é preciosa.
Aqui somos todos poetas, e eu digo isso como se fosse bom.
Mas só nós sabemos o quão desesperador é ter que escrever para não morrer com nossas próprias palavras.
Eu estou no álcool
Que você ingere.
Nos casais que
Você avista nas
Praças.
Você diz que já
Me esqueceu,
Logo eu.
Que sei muito bem
Que é conversa fiada.
Todas as manhãs
Você me manda
Mensagem cedo.
Esse jeito de você
Superar eu desconheço.
Não gosto de dar esperança
Pra ninguém mais saiba
Que estou com saudades
De seus beijos
Mas sobre voltar contigo,
Eu não vou insistir.
Mas saiba que para voltarmos
Só basta você pedir.