A Sombra do meu Passado
Nas sombras de um passado vil, Onde a alma erra e o peito estremece, Eu, pecador, com a vida em febril, Buscava a paz que o mundo me esquece. Caminhos tortos, espinhos no pé, O peso da culpa a me esmagar, Nenhuma prece, nenhuma fé Podia o meu pranto apagar. Até que a um eco de dor e de amor, Vi no monte, a cena mais crua, Onde a Cruz, feita de um lenho tosco, Era a esperança, a luz que flutua. O sangue vertido, rubro carmesim, Escorria de um corpo sem par, E ali, na dor do Calvário, ao fim, Jesus abria o meu peito para Ele morar. Meus problemas, os mais cruéis, Eram os pecados que me cercavam, Mas na cruz, os laços mais fiéis Cura e perdão para sempre me davam. Aos pés de Cristo, deixei de ser quem era, A cruz do Calvário foi a minha cura, Nela, a alma perdida se recupera, E a vida encontra a sua doçura.
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