Cínico Fantoche
Como secarei meu pranto, Se ele não se liberta de mim? Encarcerado pelo desencanto De um passado sem fim Que induziu a inocência poética A suicidar-se com uma das cordas Forjando uma alma hermética Na qual, nada mais transborda Fabricando um ser fantasioso Que se esconde atrás da ironia Com um sorriso pretensioso Para encenar uma falsa alegria Tornando-se um cínico fantoche Manipulado por um orgulho deletério Dizendo a verdade com deboche A fim de nunca ser levado a sério
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