(a): Davi Oliveira Borges
Eu tento esquecer;
Mas não consigo entender o porquê dessa vida que sigo!
Caminho sem vagão, sem trilho certo;
Carregando dúvidas leves e pesadas.
A vida passa diante de mim;
Segue sem pedir licença;
Mesmo assim, ela importa e eu aprendo no movimento:
A vida não espera, e eu sou o trem que precisa seguir!
Meu coração já sofreu por alguém que prometeu permanência!
Decido seguir sem acordos, afasto a solidão, enfrento a tristeza;
E levanto os olhos para o céu;
Eu sei que tudo passa!
Já escrevi palavras demais para quem pensei que fosse leal.
Confiei, me doei, fui ferido!
Doeu reconhecer a perda, doeu admitir o engano!
O tempo me deixou em pausa.
Fiquei imerso na tristeza.
Andei sem brilho, confuso por dentro.
Mas mesmo cansado, eu escrevia;
Porque escrever era existir quando tudo parecia falhar.
Então virei a página e chorei, sofri, confrontei a mim mesmo;
Ao reler minha própria história, me compreendi muito mais;
Hoje escrevo com firmeza:
Eu cresci, e estou sobrevivendo!
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Autores: Davi Oliveira Borges & Co
Vivemos entre espelhos e vitrines;
Onde a pele é medida em padrões;
O cabelo em ondas perfeitas;
O rosto em ângulos de luz.
Mas a beleza não mora só na superfície.
Ela se esconde no gesto que acolhe;
Na palavra que levanta;
No silêncio que compreende.
Há brilho nos olhos cansados de lutar:
Há poesia nas mãos que trabalham;
Há encanto nas cicatrizes que contam histórias.
A sociedade insiste em vestir máscaras,
Mas é na essência que mora o verdadeiro esplendor:
Na coragem de ser imperfeito!
Na ternura que não se fotografa!
Na alma que insiste em florescer!
Porque a beleza não é só pele;
É presença, é memória, é vida.
E quem aprende a enxergar além da aparência
Descobre que o mundo é muito mais belo
Quando se olha com o coração.
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- Davi Oliveira Borges
Ó destino, por que me afliges ao anoitecer
Sob névoa vestindo as estrelas em silêncio?
Se achas que irei me precipitar por escárnio
Não sabes tu que o amor é minha sentença.
Aurora distante, luz que me nega
És promessa que se oculta em véus.
E quando falo de amor, quem me persegue é a tragédia
Louca antítese que responde ao meu clamor.
Sou errante, mas não desisto da chama
Mesmo que o vento sopre em tormenta
Pois amar é dor, mas também é guarida
É ferida que insiste em ser esperança.
E se a tragédia insiste em me seguir
Eu danço com ela, sem medo de cair.
Pois amar é destino que não se desfaz
Mesmo que o céu se cubra de névoa e jamais se abra em paz.
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- Davi Oliveira Borges
Eu gosto de sumir do mapa;
Esquecer que o Wi-Fi existe;
Abrir a porta e sorrir pro vento;
Sentir-me inteiro, escrevendo poesias.
Eu não busco aplausos;
Nem curtidas ou multidões;
Prefiro o silêncio que ensina
E a fé que guia minhas decisões.
Eu nunca tive sorte, tampouco azar;
Apenas caí e pude me levantar.
Sorte é pra quem duvida, azar pra quem esquece;
Mas fé é ordem que formula o melhor a quem espera.
Apesar da simplicidade e da esperança da vida;
Fui criado no pouco, sem brinquedos e presentes.
Mas, na escola, em meio à multidão;
Foi o livro de português que me mostrou direção.
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(Davi O.B)
Um coração amargo é um coração sem vida.
Um vácuo no WhatsApp é uma surra ranzinza.
Um "oi vazio", ainda me surpreende (...)
Mas só por segundos. Depois, canso!
Quem usa abreviações no WhatsApp e...
É infrator da própria indigna;
Ladrão de palavras;
E assassino de sentidos.
Chega de mensagens cortadas;
De "qnd", "tbm", "vc" e "kkk" sem graça.
Chega de frases pela metade;
Que soam como ecos do nada.
Prezo pelo português escrito;
Não por ser surdo (...)
Mas por respeito à língua mãe!
Eu não sou feito de palavras vãs.
Se é para falar, que seja inteiro!
Se é para escrever, que seja humano!
Porque palavras cortadas não me alimentam;
E eu não fui feito para migalhas digitais.
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- Davi Oliveira Borges
Não será um ano de rosas charmosas;
Nem um oceano de estrelas;
Falar " Brasil de todos" é fácil;
E se conscientizar do que causamos a natureza?
Será apenas um ano como qualquer outro;
Quantas vidas perdidas?
Quantas vítimas carnavalescas?
Assédio, violência, racismo ousa se repetir?
Que país complicado e que povo despreocupado!
Tantos desafios na ponta do nariz;
E o capital indo pra balada;
Sério isso?
Oh Brasil!
Bem que antes tu era amigo;
Tu sorria e cantava o belo hino;
Não esqueci de como era;
Agora vejo te desconstruirem.
Oh Brasil!
Que saudade da tua selva;
Agora o que vejo é área restrita;
Teus ricos e grandiosos sigilos;
Por que na mão corrupta estão?
Teus biomas o que nos resta é cuidar!
Vive Brasil!
Não importa quantos anos passe;
Vive Brasil!
Invista na educação ambiental.
Amazônia pede socorro!
A flora suspira em ser protegida!
A fauna está um sumiço!
E o brasileiro abaetando de vítima!
Oh Brasil!
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