Vejo fantasmas do meu passado
Que fingem gostar de mim
Me iludo, mas foda-se, a vida é assim
Eu posso fingir que não ligo
E te ligar no fim
Só pra dizer que eu tô vivo
Mas vou te perguntar: como cê tá?
Como você tem andado, caminhado...
Se tiver coragem, te chamo pra uma viagem
Pelas ruas vazias dessa velha cidade
Busco redenção, mas não quero seu perdão
No máximo quero um pouco de compaixão
Já que estou louco, sempre meio bobo
Vou pedir sua mão e roubar teu coração
Ou não... ou sim... vai depender de mim
E das doses de tequila, das noites mal dormidas
Das corridas perdidas, da fuga sem saída
Mas eu juro que, se você não me atender
Eu não vou me ofender, vou até agradecer
E no fim da noite eu digo que paro de beber.
Ass: cara que saudade da minha ex
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Esse vazio no peito,
Que sufoca minha voz
Essa dor na alma,
Que tira minha calma
É reflexo do que sou e quis ser
Afinal oque seria de mim sem as lágrimas no chão?
Oque seria de mim, sem esse buraco no coração?
Não é Deus nem você,
Nao é a bebida, nem o prazer
Oque vai me curar,
É o ato de simplesmente ser,
Ser oque?
Oque meu coração mandar ser
E se sou eu aqui, jamais irei agradar somente a ti.
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Sou tão bom ator, quanto minha dor,
Que se camufla de amor
A diferença é que eu sei quando estou atuando,
Mas ela...
Ela so revela depois de alguns anos,
Mas isso não é sobre minha dor,
Mas sim sobre mim, sobre ser quem a tira de mim.
Me sinto atordoado, perdido, confuso,
Porque dói tanto amar?
Mais é tão bom!
Que chega a ser ruim.
Mais será que ela gosta de mim?
Talvez sim, talvez não,
Só me resta esperar?
Talvez eu devesse mandar uma mensagem?
Me explicar ?!
Ou falar na cara,
Mais o melhor é deixar passar,
Correr o risco de te ver com outro,
E chorar, depois é só superar, ou tentar.
Escolherei a dor do silêncio
Porque sou covarde e tenho medo de tentar e Fracassar,
Te amar.
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Enquanto eles montam tronos pro meu ego,
eu prefiro uma rede e um café quente...
Porque ser estrela, meu amigo...
é arder até se apagar na expectativa dos descontentes.
Perdidos entre gritos,
Rendidos por discos e livros,
Gerados para aprender,
Oque nos faz vivos?
Grades nos prendem a nós,
Sendo que a resposta está em vós,
Discutimos a morte enquanto estamos vivos,
E esquecemos a vida, sem termos morrido,
A busca por algo me fez refém,
Gula que me deixou longe do além
Junto a luta por algo que me levou além
Porém digo que tudo ou nada, não me faz bem.
A fatos que são verdades
Mas nem sempre verdades serão fatos,
Dito isso nós somos uma verdade,
Enquanto vós é o fato da iniquidade.
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Ele se deitou no gramado de sua casa,
Enquanto observava todas as estrelas, que seus olhos entreabertos observavam,
Cada constelação que via, era como uma memória,
E enquanto seus pulsos choravam, e a grama vermelha ficava, ele pensava,
Que de todos seus erros, se arrependia apenas do medo de não errar mais,
Mas em momento algum se arrependeu de todos os erros que cometeu.
Contemplei o brilho do amor,
Até o sol se pôr.
Contemplei a beleza da dor,
Até não aguentar mais.
Fiz de tudo para mudar,
Não mudei, me arrependo cada dia mais.
Tive preguiça de seguir,
E vontade de desistir, eu desisti e morri.
Agora me resta, o pão que o Diabo aceitou
E o vinho, que Jesus recusou,
De resto, minha alma se afogou,
E novamente no inferno perdido estou.
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Dia cansativo, olho para o céu
Vejo estrelas, feitas de papel
Mas uma delas insistia em brilhar
Um astro diferente, não quis apagar
Ali eu fiquei, admirando o céu
Olhava todos os planetas a voar,
Cantava melodias pelo ar,
E as estrelas caíam ao luar,
Menos ela, que estava sempre ali,
Parecia que olhava para mim.
Naquele dia, eu resolvi mudar
Eu queria poder melhorar,
Pena que a noite se foi
O sol veio a nascer, as horas a passar
E quando a noite chegou, eu não a via
As nuvens estavam a tampar o céu
E começou a chover, e eu fiquei lá
Esperando outra noite chegar
Me molhei, e me resfriei
E no canto dos pássaros
Acordei e estava ensopado
Só queria descansar, pois estava doente
Quando a noite chegou, olhei para o céu
E, dessa vez, a estrela era de papel
E, ao meu lado, outra pessoa olhava
Assim como eu via algo brilhar
Daí eu entendi que, algum dia, ele se molhará
E aquela estrela se apagará.
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Não presto para escrever poesias,
Sirvo para falar filosofias,
No entanto, o sol se põe, e assim como um poeta,
meu coração me pede para sonhar,
Já que acordar, apesar de libertador, traz dor.