Sabe aquela sensação de sair do mar e ainda sentir as ondas se mexendo? Como se seu corpo não quisesse sair daquele lugar. Aquele profundo azul misterioso que a gente ama estar. É exatamente como eu me sinto contigo. Quando te abraço, te beijo, te ouço, te vejo, te toco... Quando penso em ti, escrevo sobre ti, falo de ti, converso contigo... Tudo que envolve você é um mar em que eu amo mergulhar. Um mar que mesmo horas, dias, semanas depois, ainda sinto o remexer das ondas brincarem comigo, me tirarem um sorriso, me fazer sentir saudade, falar: "só mais um último mergulho!" Na hora de ir embora por não querer mais te deixar. Um mar em que eu amo estar
–Você é o mar em que eu amo mergulhar.
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Quantas flores você ganharia no seu v e l ó r i o
&
Quantas flores você recebeu no seu aniversário?
Quando você diz que me odeia,
fala mesmo a verdade?
Quando eu morrer, não venham se lamentar.
Tentem controlar o modelo do caixão ou o lugar escolhido no cemitério.
Briguem pela posição que estará minhas mãos ou como meu rosto estará pálido e roxo.
Gritem comigo pelo o que eu não consegui fazer, pelas tarefas da escola pendentes ou da bagunça do meu quarto.
Vamos lá, não me tratem diferente! Além do mais, por que estar triste pelo falecimento de alguém que você disse odiar? Não é mesmo?
Ou então, por que não controla quando e onde morrerei? Melhor! Por que você mesmo não faz isso? Vamos! Você já disse uma vez, quer dizer, algumas vezes que desejava! Venha, conceda seu desejo! Me ver pleno e descansado num caixão, controlado pelas suas linhas de marionete no cemitério de 64.
–Apesar de você amanhã há de ser outro dia.
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Q u a n t o s
desconhecidos
T e mandam
Felicitações no
S e u d i a ?
E quantos
a m i g o s
Te excluem
Na s u a
F e s t a?
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A metade me persegue como aquela simetria desorganizada.
Metade do amar. Assimétrica, desengonçada.
Amar meu jeito, mas não minhas roupas
meu corpo, mas não minha alma
Amar o que você gosta em mim, mas não o que de fato sou não se encaixa no sentido de amar.
Não que eles não saibam, né?
Não adianta falar "eu gosto de você" se você só presta atenção no que te agrada.
A metade do bolo me vem como uma fome que já não sinto. Metade dele é metade e a outra transparência de sua alma já não sacia. E bolos não têm alma, não são transparentes e nada neles preenche a metade ali vazia.
Me conhecer pela metade é como se banhar num rio de hipocrisia. Me amar pela metade é como odiar todas as partes minhas.
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Foi a pior forma de ter morrido.
—
Tão silenciosa quanto a pata do seu gato, Hana morreu muito antes do seu último suspiro
Antes de me conhecer
Acho que você já havia me conhecido.
Antes de dar a primeira risada, era como se você já a houvesse ouvido.
É como conhecer alguém conhecido.
—opa! Com licença, já nos conhecemos?
—talvez o universo nos tenha escrito
Como poderia me limitar a Ela
Se o desconforto alfineta minha alma? Se o meu corpo não se comporta com esse nome?
Se todo meu corpo se treme ao me chamarem?
Todos que me chamam queimam a minha pele e me jogam num rio corrente torcendo para que eu sozinho consiga sair
I l e s o.
Mas como poderia me limitar a Ele
Se meus sentimentos me torturam? se meu maior pesadelo ao colocar a cabeça no travesseiro é um "ele". Se ainda dúvidas percorrem a minha mente?
Mas ao olhar aquela menina no reflexo, não acho nada parecido comigo.
Eu sou mesmo eu ou
Sou o que me denominaram a ser?
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"você quer sentir dor?"
—Não.
"Então por que você faz isso?"
—Porque dói.