Abaixo de todos
Como em um tempo de tempestade tortuosa, que enche e leva tudo que já foi algo para alguém, até parar em um poço fundo e sem vida, onde me vejo flutuar em meio aos destroços e aos corpos que outrora tinham alma, abaixo de tudo, se desfazendo como carne ao ácido, que mesmo almejando tal destino, uma vez sentiu a esperança de querer viver na superfície, no lugar onde todos sentem, onde todos falam e olham trazendo consigo suas atitudes perdidas, ao menos tem algo do que eu possa desfrutar no fundo desse rio, o belo silêncio e a maravilhosa paz.
Édson Jorge
boa noite, Adrian ! lindo e profundo poema ! gostei ! abraços! poeta paraense PA 🇧🇷🦁🇧🇷🦁🇧🇷🦁