Amor é desejo, em totalidade, desejo
Amor não nasce do esforço. Amor verdadeiro não se apega cem por cento a atitudes, nem ao performatismo romântico, sejam eles presença, presentes ou atenção de renúncia. Amor se prende em totalidade ao desejo, ao querer, e, por acaso, se não houver, não possuirá a possibilidade de trazê-lo para perto. Então vai continuar se esforçando à toa, vai continuar se desgastando e destrinchando formas de ressignificação dentro de si mesmo, caminho estreito, resumindo. Mas o lado que se arrasta para trazer palavras, o lado que aguenta o vácuo como forma genuína de desinteresse, ele persiste em se machucar, pois entende que o coração só sente uma vez. O resto dos sentires é conivência e convivência como um único método de dividir contas.
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