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Marny

@mrpanda · desde 2019

poema de Baixa qualidade é aqui mesmo insta: @marnyxx

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Cinzas

Todas as noites eu saio pela rua, fumando um cigarro, saboreando o silêncio e o sabor do que um dia vai me matar. Digo, não o tempo — porque esse destrói a todos — mas o efeito do que hoje me traz paz. Busque sentido para a vida e encontrará Deus. Duvide da existência d'Ele, e encontrará o vazio. Vazio. De todos os males do mundo, talvez o mais difícil de curar. Companheiro do amor e da desesperança. Vazio, de onde outrora existiu algo bom. Cadáver da esperança, que partiu sem póstuma lembrança. O tempo? O tempo corre, veloz e imparável, deixando um rastro de destruição. São sonhos destruídos, amores antigos, amizades desfeitas. O tempo a tudo corrói, e nos resta saudade. O cigarro queima, e rapidamente se esvai. Com ele, se vão minhas palavras, e só resta um adeus.

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ecos

Ouço lamúrias revoltosas De quem, por falta de voz, nunca se soube dizer. Se sentia, nunca falava; se falava, mal expressava. E foi assim construindo espaços vazios, colecionador de memórias de solidão. Sentiu e calou. Calou e morreu. Morreu por dentro, a cada não argumento. E um dia explodiu, como em desatino de quem talvez nem daqui seja. De outro planeta ele veio? Ou simplesmente não aprendeu a ser o que é? Ouço revoltas lamuriosas de quem não tem voz, e quem grita sou eu.

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Amor

(Im)perfeições

De todos os defeitos imputados, a ti diria que és perfeita. Esse é teu defeito: excessiva perfeição em quem não se conhece bem e não percebe bem quem não lhe quer tão bem. Tendo dito teu único defeito, te deixo um segredo: imperfeitas, todas as almas são. E que perfeita imperfeição a sua é...

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Morte

Epitáfio

Rapidamente o tempo se esvai o ponteiro que tão lentamente girava já não tem o que marcar se vão os amores se vão os sonhos se desfaz esperança então queremos ter mais do que tanto desperdiçamos pagaremos o quanto custar pelo que nunca valorizamos minutos se tornam horas eternos se tornam os segundos e partimos partimos sozinhos e nus como viemos ao mundo as lembranças ficam até serem apagadas pelo correr imutável das areias do tempo e quem ficou chorou sentiu passou quem ficou também morreu sem saber como continuar e querendo um minuto a mais que fosse mas não há como voltar ps: esse poema é minha despedida do meu pai, que veio a falecer no último dia 31. É também meu último poema...

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Amor

Fardos

em algum momento no futuro (não) tão distante. sorrirei, ao lembrar de ti uma última vez. então tudo acabará. todas as lembranças do que fomos, sentimos e vivemos. se dispersando lentamente a cada segundo, até que não sobre nada seu aqui. seu cheiro se foi a muito tempo. se juntou a ele a memória do seu rosto, do seus olhos, do seu beijo. diariamente perco uma parte do que fomos. e sem perceber, sofro cada vez menos por isso. um dia te encontrarei na rua, e não te reconhecerei de imediato. talvez em momento algum, pra ser sincero. seremos só mais dois estranhos, que um dia se conheceram como ninguém. um dia talvez eu me apaixone por alguém, e inconscientemente, ela seja similar a você. até que outra pessoa venha, e as suas características que eu tanto amava, eu já não vou procurar. um dia eu te esqueço por completo, e te apago por inteiro de mim. mas esse dia não é hoje.

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Amor

fins e começos

E o fim veio... Servido em uma dose extra de dor e sofrimento. Meu peito se estilhaçou como uma vidraça quebrada, onde cada uma das suas últimas palavras foi mais uma pedra atirada. e eu me encontrei perdido em meio a solidão da minha essência. a música que te dediquei me feriu com espinhos que rasgaram minha alegria. como acreditar que foi o que o destino quis? ou será que ele não sabia que aqui não existe nada se não somos Mais Nós? Tem uns poemas exclusivos lá no meu perfil do insta, se alguém tiver interesse, eu agradeço desde já @poesias_em_nota

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Amor

sem nome.exe

Só entendi o quanto te amava Quando não estava mais ao meu lado, e tudo que restava era um pequeno resquício do seu cheiro nas minhas roupas. quando eu te vi em outros corpos; outros rostos; outros gostos. Mas nenhum era você... E chorei. As lágrimas me desceram como rios pela face, e foram se juntar a chuva que cai. Como se o céu Juntasse seu pranto ao meu. E tudo escureceu... O céu escuro, a vista embaçada, A mente confusa de quem já não acorda mais com seu bom dia, o toque carente do seu, Até o gato já percebeu a falta que tu faz aqui, Nem mia mais, Talvez por respeito a minha dor, Agonia demais para suportar, saudade demais Me faz chorar. lavei as roupas que tinham seu cheiro, Na tentativa de te esquecer, Mal sabia eu, que no meu coração só existe você.

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Amor

poema sem titulo nem forma

Do que falariam minhas poucas palavras, se não de você? Não poderia ser o mundo tão mundo se tu não existisse. Atemporal o seu sorriso, vendaval a sua partida. Quantos batimentos do meu coração diriam o quanto te amo? Ou será que só compreenderia a dimensão de tudo isso ao me ver em prantos? Talvez seja melhor assim, para de ti receber acalento, meus heróis não morreram de overdose, mas eu sim por excesso de amor e saudade... Uma lápide escrita em mármore: Aqui jaz Um covarde poeta apaixonado.

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Amor

Fantasmas

"Somos pra sempre" você me disse uma vez. "e o pra sempre?" meus fantasmas repetem.

Amor

absinto

Seus olhos se abrem pra o infinito Abismo Doce veneno nesfasto, o toque dos seus lábios. mármore frio, meu corpo; calor arredio, seu toque; sendo julieta e romeu mais afortunados, ao encontrarem mesmo na morte um último afago. de grandes amores fiz chama, cauterizando feridas que já não doem mais. de medíocres sentimentos fiz escrita na tentativa de imortalizar-me onde o tempo não alcança. Já não me bastam sorrisos, nem rasas palavras, meu corpo traumatizado já não se aquece com qualquer afago. qual a Distância do adeus? quantas vezes mais, entre lagrimas, vou pedir a Deus pra te tirar de mim? e como te falar de dor? se ela é tudo em mim e você sempre se recusou me conhecer a fundo? sempre fomos nadadores de raso.

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