Dopamina
Eu morro. Diariamente, átomo por átomo Dianteiro como o dia Escura como a noite Perseguida pela perspicaz capacidade da vida de não me desejar nela nem por mais um segundo sequer. Como a lua cheia Brilhei por uma noite E como a lua crescente Cresci. Lentamente. Ansiosamente. Ao contrário. Assombrada pelo passado Assustada pelo presente Apavorada pelo futuro. Assim me pego imaginando O que me aguarda do outro lado E dou as mãos para a escuridão Esperando ser levada de bom grado. A vida é cômica. Como lâminas sangrentas E uma combinação perfeita de cápsulas brilhantes Sendo digeridas por um organismo cansado. É em tudo o que penso Antes de dormir Para acordar Pensando em tudo Novamente E brutalmente.
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