Não vá
Solidão. É o que consigo por sentir É o que consigo por transmitir É o que consigo por persistir. O 'ir' torna-se frequente A dor eloquente E o ardor consequente. Como uma lâmina no pulso Transcendendo ao coração Indo direto para as veias Caindo e sujando o chão. O vermelho me atrai O sangue me distrai A ardência é um grito E o meu coração... Maldito! Doei para ti O que de melhor eu tinha Para então perceber Que você nunca vinha. E eu chorei Chorei Eu choro. Só me restam as lembranças de seu lindo rosto Que com meu choro eu decoro. Não vá.
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