Amor próprio
na poeira de alguns afetos fui perdendo o brilho, fui empilhando o peso nos ombros do dia, ampliando esse vazio que insiste em falar e no azo das incertezas me desfiz daquele olhar barroco me blindei de amor próprio rasguei o papel de inferioridade parei com as queixas levantei o queixo e antes que o chão novamente me ensinasse a cair: me mimei.
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