prisão
Me equilibrando em falsos pilares, Me escondendo de olhares, Desviando de palpites. Como esconder as raízes? Nas sedas da confusão Procuro abrigo. Suas palavras perfuram, Mas as levo comigo. Entre rosas e gritos, Ir e vir, Ir e não vir, Permaneço aqui. Estática. Esperando suas palavras. Ríspidas, Cuspidas ao vento. No acalento da madrugada A lágrima envergonhada se desprende em silêncio. A dor é engolida junto ao sofrimento. Sonho com o sol e me apego a esperança. Não era esse o final feliz que ouvia quando criança. Letícia Cardoso
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