Mil faces,
nenhuma mascarada —
Vejo o que ninguém
enxerga, meu
quebra cabeça espalhado
em mentes quebradas
Vocês têm
o que podem ver,
mesmo assim não sou
desvendada, minha alma é
f
r
a
g
m
e
n
t
a
d
a
No final,
sou a união de todos
ou o cisco do nada?
Algum dia vou
embora e vão achar
que avistaram tudo,
mas entre troca de peças
serei desconhecida
no mundo.
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eu sou o beijo
odiado meu corpo
em formato de boca
mal contornada
e o peso de lábios
inchados
um eu sem
batom vermelho nua
e crua como meu eu do
passado sou pura
de coração
prostituto
e com meus
lábios absolutos não
beijados cuspo
o silêncio maquiado
em lambidas
nas portas abertas
faço a breve dança
das línguas
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Acho legal esse
tom de preto
nas suas trancinhas
de papel crepom...
A gente já imaginou
juntos. Qual seria
nosso próprio som?
Nenhum de nós
tocamos, well.
Nem pra frente,
pra trás — maybe,
será que existe
"a gente"?
na sua cabeça
somos colegas
e há friends,
amantes, cool...
Mas, sabe, co-worker?
você escreveu
J H E N N I L Y
da maneira que escrevi
W E L L I.
Só acho que
não vi e escolho
não ver esse
bye de um hey
que nunca existiu.
você não perceber
que estou aqui
é meu hell,
ou, em um prayer,
maybe, meu céu.
Bom,
I will very well forget you,
nossa imagination fez um castelo
de areia.
It was illusion
de algo que não
foi.
Tudo bem, Jhennily
sempre teve dois
N's e nunca
precisou de dois L's.
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Eu caminhei no sonho — é
escuro, vazio e silencioso.
A sujeira no barro,
as pegadas no meu pé.
Não há pessoa viscosa,
nem boa pessoa,
nem vento milagroso,
nem sol, nem maré...
É um sonho
sem tempestade, sem praia,
sem martelo ou coroa
E tem bruma,
cerração, nuvem, neblina
e eu numa garoa...
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