Ansia/fábrica
Meses com meu papel empoeirado No canto do quarto. Meses sem me escutar Como um copo transbordando água Lembro-me então Do espaço em branco da folha E o lírico quase transbordando E numa noite então Vários poemas são fabricados Todos e claro, bagunçados Sem sentido Apenas o ato. O Acelerado e obrigado a ser organizado Em versos mal contados Em versos razurados
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