Em memória de um amor
Como faz pra escapar de uma história que já não é mas sua, quando a memória insiste em se fazer presente e a dor, ainda está latente? Insisto em pensar como foi seu dia e como talvez se no seu pensamento estaria os momentos felizes e os filhos que teriamos e já com mas maturidade, como viveríamos. As chuvas que não tomamos, toda aquela água que desperdiçamos naquele banho, naquele domingo ainda posso sentir seu toque e aquele respingo de suor em meus braços e pernas. Como eramos felizes, faziamos badernas como eramos tão jovens, apenas 18 imaginávamos, nós juntos com 88. Sabia como me transportar pra lua e pra qualquer lugar. falavamos sobre tudo, e até em silêncio ás vezes so queria sentir seus batimentos. Adorava sua voz rouca quando acordava e os acordes do seu baixo quando tocava. Seu jeito tão diferente do meu e como tudo se encaixa, e o seu gosto musical, que eu não curtia mais arriscava cantar em sua companhia. um amor que não vingou, e eu adoeci e você quis partir e eu fiquei aqui com minhas memórias e o rivotril com a insônia, angústia e doril.
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