Mais uma semana inicia
E mais um passado se distancia
Encontros, reuniões e celebrações
Coisas que inundam nossos corações
De saudades, amores e paixões
Hoje é domingo e tudo volta
Sentada no sofá da sala
Ouvindo o que a saudade fala
As pessoas que não vou mais ver
Os abraços que não vou mais ter
Os sonhos que no passado tive
As brincadeiras que me levavam
A esquecer até do tempo
Mesmo depois que o sol se escondia
E com o chinelo na mão, minha mãe me seguia
E mesmo quando lançava sempre me acertava
Grande jogadora de puradabol
Domingos trazem nostalgias
Nos levam de volta àquelas magias
Às gargalhadas com os amigos
Aos domingos na varanda com muitos livros
Trabalhos de escola por fazer
Aquele primeiro amor de adolescência
Os passeios á tarde lá na zona
Os jogos no campo lá da banda
E os sentimentos já guardados
São coisas de domingo
De domingo e suas saudades
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São essas pequenas coisas
Que para mim são preciosas
Você se gaba sem motivo
Quando sobre ti escrevo
Você sorri me olhando no rosto
Enquanto isso me pergunto
O que se passa na tua mente
São esses pequenos detalhes
Que eu, objecto dos teus fetiches
Amo sem nenhuma razão plausível
Você busca por atenção
Quando me concentro no telemóvel
E nisso arrasta meu coração
Mais fundo no rio da paixão
São essas pequenas coisas
O teu olhar profundo sobre tudo
A tua voz suave e tentadora
Que desmonta tudo em meu mundo
Você procurando motivos
Esperando que sejam conclusivos
Para achar um argumento para seres tu
A razão de me perder em ROMA (AMOR)
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Talvez eu nunca conheça o Obedes Lobadias
Mesmo sonhando com isso já há muitos dias
Talvez eu nunca declame com Assane Ramadane João
Mesmo desejando isso de todo o meu coração
Talvez eu não veja o próximo dia amanhecer
Mesmo tentando nessa ilusão permanecer
Contudo eu conheci a ti
Meu amigo de outro continente
Com quem falo de forma consciente
Pois eu quero que seja persistente
Essa confiança que nutres em mim
Assim sem muito se esforçar
Me ajudas a desabafar e contar
Sobre os monstros que me assombram
Até das dores que em mim sobram
Depois que a alegria de mim se ausenta
Cinco horas no futuro presente
Aqui estou eu para sempre que precisares
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Vês um papel em branco
Mas nele escrevi sentada naquele banco
Aquele que não tem forma
Mas nele repouso minha alma
Não é um papel em branco
Apenas não sabes ler o que nele escrevi
Aí está o resumo do que já vivi
Embora não saibas o que ler
Não escrevi palavras com tintas
Mas nele tem emoções distintas
No papel que julgas estar em branco
Escrevi meus sentimentos em pranto
Mas já não há espanto
Se meus sentimentos não consegues ler
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Bateu aquela saudade
Que a meses tinha viajado
Deu aquela ansiedade
Ia ligar-te pois o número ainda tenho gravado
Olhei os desenhos que me fizeste
Ainda sorriem como se me amasses
Talvez seja este o sentimento que os ensinaste
Pois eles falam como se amor ainda sentisses
Poderia contar-te um segredo
Que tenho mantido bem guardado
E em silêncio bem escondido
Queria ter percebido atempadamente
Que o teu amor já era suficiente
Para tornar o meu mundo diferente
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Devo ter me expressado mal
Queria mostrar que minhas intenções são boas
Mas usei palavras erradas para tal
Sei que temes as mudanças
Não me contaste mas fazes transparecer
Eu sei que tens muitas esperanças
Mas tens medo de arriscar e de padecer
Não temas que eu te ajudo
Mesmo estando horas no futuro
Sei que posso ajudar-te a desafiar teu medo
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De preto e branco desfilas tua classe
Com a câmera fazes tua pose
Esse sorriso é encantador
Mas confesso que a câmera te torna
Um pouco acima da média, sedutor
Tira-me uma foto
Relaxa que reclamo em outra vida
Pois nesta, pousar para ti dá gosto
É por isso que dou por permitida
Aquela chance de me fotografar sorrindo
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Está chovendo
E eu aqui pensando
Que não te deixei partir
Te vejo em cada canto da casa
Calado, falando, rindo e até gritando
Te vejo até deitado, pelo teu funeral esperando
Te vejo e não quero que partas, eu quero que fiques
Ainda que sejas só uma lembrança de quem tu foste em vida
O marinheiro sem navios
A cidade é o seu oceano
Não tem ondas nem tempestades
Mas tem becos e desvios
Não saqueia cidades
Mas espalha sorrisos satisfeitos
Mais fácil é sorrir
Pois chorar dói
E dói mais o motivo
Mas é bom assim
Você sabe assim que está vivo
Pois se dói, tens vida
E se tens vida, podes morrer
Não é ruím, é como vencer
Uma disputa contra o mundo
Onde vences partindo
Sorrir, chorar, morrer
É tudo verbo, no final é igual
Escolhes o que convém
Então vou escolher também
Morrer me parece melhor
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