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maiksson

@maiksson · desde 2021

18∆

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vida, uma amante bem doce

O tempo passa e eu não percebo, De repente é domingo, segunda, terça... Quando me dou conta passou um ano, Três meses e dois dias, de não sei o quê. E não tem importância, nem um minuto é atoa Quando se faz o que gosta. E se tem algo que eu gosto é aproveitar a vida, Já dizia seu Ariano "Eu sou apaixonado pela vida, Amo profundamente a vida. Olhe que essa maldita Tem me maltratado, mas eu amo ela".

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Um espirro de verso

Não ando escrevendo, Toda poesia que eu escrevia Acabou se tornando verdade. Vivo poesia, do alvorecer ao anoitecer. Viver me ocupa tanto, Que querer ser outra coisa, não me vem a mente.

Cara vermelha, caras

Macaco no alto Vi dois, bem claros; Quase branco e branco, Caras vermelhas. Manhã de Sexta-feira O que você tava fazendo? Eu tava pescando, Vi vários peixes Era da água o enfeite, Então deixei lá. Da próxima eu pego. É que hoje foi especial, Vi dois, dois no alto, Macacos da cara vermelha.

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O brilho do sol me faz vivo

A sensação de ser magoado, Por não ter se expressado, Até que enfim soltei esse fardo, Antes que qualquer coisa eu deixo claro, Não guardo só pra mim, nem fica dissimulado, Desde que me tornei assim tudo ficou mais fácil, Amizades, só as que o tempo deixa abençoado, Amores, os que me trazem amaino, Não só as que me deixam afadigado, Ler, treinar, trabalhar; me deixou focado. O dia amanheceu nublado, Eu sorri, olhei pro céu e agredeci. E disse, "Senhor, por mim todos os que Me magoaram, agora estão perdoados"

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Fome, sol e um menino de rua

Ruas vazias. Um domingo a tarde, Com o cansaço do trabalho, Ainda não tinha almoçado. Sentado e murmurando, Sentado na sombra, na sombra. Quando me passa um menino, Negrinho, bem pequeninho, Criança ainda, eu acho, Todo inho, inho, inho, Debaixo de um sol escaldante, Do outro lado da rua, De súbito me gritou: "Ei", olhei rápido o menino. Com um saco de latinha na mão, As roupas sujas e um grande sorriso. Me fez um gesto de comprimento e seguiu. Sorri, por dentro e por fora. Nunca achei que achariam ruim Ter um sombra e melancolia. O menino só tinha a sua roupa suja, Um grande sorriso e suas latinhas.

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escrevi rindo

Hoje o dia foi estranho, Estranhamente bom, O dia lindo e calmo, Uma borboleta dava voltas E voltas em mim, Entretanto não pousou em mim. Fora isso, aconteceu duas coisas Que me foram novas. Uma mosca esbarrou no fogo Da vela e acabou morrendo. Não acho que tenha esbarrado, É que o fogo foi algo novo pra ela. Morreu. Se matou. Do outro lado da rua, Em baixo de um belo arco-íris Há, não, havia um burro, Agora não está mais lá. Ele urrou, gronhiu, sorriu Ou cantou, só sei que ouvi o burro. E a borboleta me deu saudades.

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E. Dantas... como esqueço?

Falta, sinto a falta, Falta é o que sinto, Estou cansado de lembrar dela, Minha amiga, minha ex amiga Existe "ex amiga"? Não sei, Mas agora já faz anos. Agora ela tem outra vida e eu também. E estou cansando de associar o meu desanimo As pessoas que não estão mais por aqui, Quando na verdade eu sei que não é esse o motivo. Dói, eu lembro dela. Terminar um relacionamento é ruim, Mas vocês já perderam uma amizade? A gente não tá brigado, só tomamos rumos diferentes, O verde dos olhos dela, contínua aqui na mente. Eu não sou desanimado sempre, mas é quando escrevo.

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por que há amizds que não esquecemos?

Ainda sinto falta dela, Já se passaram mais de um ano, Mas sinto; assim como sinto A chuva que vai vir a noite. O vento frio distinto, O céu escurecendo, O céu do meu peito, esfriando E também queimando de saudades. Já faz mais de um ano e meio, Que decidi me afastar de todo mundo, Inclusive dela, mas nunca tive coragem pra voltar E dizer que a amizade dela é a que faz falta. A que mais me estraçalhou,, E só agora eu entendo porquê me sentia assim, Afinal, só pode nos magoar quem a gente ama. A saudade é como um filhote que cresce a cada dia. No seu aniversário, fiz um poema, Mas não tive a ousadia de mandar, De todas as pessoas que conheci Essa é a única que eu não consigo esquecer.

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Sobre não sei o quê

Sorri sem motivos, Até os tinha, Mas ninguém acreditaria, Já que foi tão glamouroso. Pousou uma borboleta no meu dedo, Não filmei, nem fotografei, Mas nunca esquecerei, Pois um vez na mente nunca há de sair. O ultraje de gostar de borboletas, E não gostar das lagartinhas, Bem, eu também me vejo assim, Amo o ouro e não o cascalho.

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F por B e não M

Cobri o estrídulo de minh' alma, Lavei o rubro do âmago, Doce sangue viciante, Não mais que aquilo. Aquilo que move o mundo, Prefiro não evocar aqui. Agora já limpo, meu peito brilha, Incandescente e tudo mais. Escrevo fraco, mas é tudo que tenho, Todos amam versos lindo. Ela queria um Fernando Pessoa E eu tô mais pra Bukowski

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