A tela escura.
A tela escura, o bloqueio — um muro de gelo, Onde antes havia o brilho, agora, o escuro. O erro foi meu, confesso, sem qualquer apelo, Um passo em falso que mudou todo o futuro. Sinto tanto... a dor é um nó que não desata, Queria o tempo, o relógio, o ontem, o passado! Apagar o que fiz, antes que a luz se desmata, E não estar aqui, nesse vazio, abandonado. Por dentro, a alma se esvai, se consome, se mata, O silêncio que impus é a punição que me resta. Ficar sem você é a ferida que não se trata, Uma saudade que dói, que sangra, que me detesta.
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