Irei escrever
todas as palavras que não
couberam no meu coração,
e que afetam e atingem a solidão.
De quanto tempo esperei
para o sol aparecer
em meio a essa escuridão.
Como posso sentir aqui,
no fundo da minha alma...
Digo:
Será que estou cega
ou vivendo em desgraças?
No que, afinal, chorar já não basta.
Quando se é dramática para eles,
chega a ser patético.
Nem você mesma se leva a sério.
A solidão consegue confrontar tão bem...
A tristeza, sua melhor companhia.
É isso que chamo de melancolia.
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Ainda sinto e admiro.
Por dentro, ainda toca
meu peito.
As emoções ausentes,
mas quem dirá,
já viu o inconsciente?
Eu sei que sinto,
escrevo ainda sentindo.
Pode haver incerteza,
e a única incerteza
é pela sua ausência.
Emoções são transparentes,
pra quem aguarda,
são invisíveis.
E essa faísca,
uma pequena luz,
vai aparecer
em meio a todos esses vagalumes.
E sua escuridão
vai ser repleta de luzes.
E sua indiferença
vai encontrar essa luz.
E cuidado quando elas voltarem,
as emoções não se tornem
sua tempestade.
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Tudo estava tão escuro,
mas sua luz acendeu.
Resplandeceu um lugar seguro para ficar,
alguém para escutar.
Mesmo que esteja cega,
tem alguém a me guiar.
A vida parece uma música
quando penso que tenho
alguém a me amar,
fazendo tudo o possível para ficar.
Com o seu amor,
poderia dizer que tudo
nunca fez tanto sentido,
que vale a pena estar a
cada segundo aqui.
Meu peito se aquece
a cada mensagem sua,
a cada momento que parece
não ter relevância,
é mais uma importância.
O que parece não ter importância
é o mundo de fora
quando estou em sua presença.
Nem mares,
tempestades,
dias ensolarados ou
explosões
conseguem chegar
à tamanha importância
que é ter você aqui
do meu lado.
Pode tudo se destruir,
tudo posso negar,
mas nada vai tirar o verdadeiro motivo
do porquê estou aqui.
Nada pode explicar o porquê estou a te amar.
Mas tudo pode mostrar como,
dentre tantos,
pouco foi necessário para você
se tornar um brilho em meio a
toda a escuridão
que continua a existir,
mas que agora também
continua a me amar.
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Imagino um lugar: uma floresta.
Um lugar que me conforte,
bem longe do Sudeste,
onde não assombre minha morte.
Será possível existir alguém
que não me afronte?
Que não me corte?
Que não tenha espinhos?
Alguém cujo toque
eu possa sentir
sem que as pontas dos dedos
se encham de sangue.
Que minha aparência
não pegue fogo
quando eu olhar no espelho.
Não tenho condições
de me amar
como se amam as rosas,
se eu também tenho
espinhos...
A floresta pega fogo.
Já parece que estou no inferno.
A flecha de um ódio
irreconhecível
atingiu tudo ao redor.
E o que sobrou?
Cinzas
quando olho para
a minha vida.
Queria voltar para a floresta,
ou pelo menos voltar a sentir
como correm minhas veias,
como é estar viva
sem me sentir vazia.
Ser uma folha
sem seca,
ou o perfume de uma pétala
sem precisar ser
queimada.
Sem sentir
que sou cinza.
É tão difícil assim...
não ser desejada
como são desejados
os perfumes?
Nem isso...
Queria aprender
a sair da escuridão
sem precisar me agarrar
a uma falsa luz,
a uma esperança
que desaparece
quando a caixa se fecha.
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Se a máquina do tempo existisse,
voltava para o tempo que era mais feliz.
O qual não me lembro,
que tempo que fui feliz.
Muitos diriam: a infância,
a qual um ladrão do tempo
me roubou.
Se existisse.
Lembro como era bom sorrir,
até esqueço minha tristeza por trás da janela,
dos dias difíceis que não existiam.
E tinha que acabar tão rápido?
Espero que, no meio desse caminho,
a chuva pare e torne-se arco-íris.
Não digo do tempo,
digo... na minha vida.
Não posso reclamar,
tem muitos a engasgar
com seu próprio veneno,
a se machucar a si próprios
sem ligar para o tempo.
E como eu ligava
e pensava, criança:
“Futuramente, melhor será.”
O futuro chegou
e só sinto
a vontade de voltar.
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Essa montanha-russa,
essa tempestade,
esse buraco no peito,
uma enxurrada de sentimentos.
Lágrimas não soltam tudo
o que pesa.
Palavras não são nada.
Me veja tirando a vida
desse pesadelo.
E deixa um ponto final
nessa minha poesia.
Querer me salvar dessa agonia,
gritos fundos na alma sinto,
e não achei nada
que me salve da escuridão.
Minha respiração
são quase sempre suspiros pesados,
ou ataque de infarto...
Correndo à procura de um milagre,
à procura de um abraço gentil,
sem julgamento da minha dor,
sem ser vista como “imbecil”.
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Como o pôr do sol
abraça o horizonte,
nem mesmo o brilho da lua
consegue se igualar
no brilho que há em você.
Assim como é impossível
o espaço-tempo parar,
digo:
é impossível não te amar.
Se eu disser
como me sinto ao seu lado,
fico sem respirar.
Acho que o nervosismo
te amar
roubou todas as
minhas palavras.
Procurei motivos
para não te amar,
e encontrei ainda mais motivos
para te amar.
Então
por que não te amar?
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Eu amo a poesia,
pois ela é minha alegria.
É uma fonte de conforto,
alivia minha dor
e tira o rancor.
São sentimentos
explicados por palavras
que dão sentido à vida.
Quem lê,
também vive a poesia
♡.
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Tudo o que pego
se foi.
Todas as coisas lindas
no arbusto...
As flores murcharam tão rápido,
e as rimas fáceis que fazia ao sopro
viraram suspiros intensos.
Tirar esse cansaço
que parece ser frescura,
ou é o que dizem.
E toda essa dor...
Meus choros agora são feitos de sangue.
Arranco sangue,
derramo sofrimento
por dentro...
Estou acabada.
Nada, nem a tristeza, consegue
demonstrar
o intenso que há por dentro.
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O tempo passa tão rápido,
e o gosto dos seus lábios
se foi.
Tão leve... se foi.
Lembro exatamente
da primeira vez que pude te abraçar.
A sensação do céu,
pequeno e aconchegante,
foi sentir-me tão leve
que poderia facilmente estar voando...
Quem poderia entender?
Seu cheiro me fazia flutuar.
Meu coração? Faltava se afogar.
Como uma pessoa pode exalar
a vontade de ficar...?
Aquele puro amor...
Meu pulso se estragava,
minha cabeça,
meu corpo,
meu coração.
Nada pode explicar
como seu amor conseguia
me salvar.
Estou aqui implorando,
orando, pedindo:
traga ela de volta...
O seu lindo olhar,
a sensação do meu lar,
onde eu poderia ficar.
A memória nunca poderá
ir embora.
Sua presença permanece intacta.
Seu gosto continuará aqui...
não importa o que eu faça,
nunca vai embora.
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