Soneto vazio
Senti que algo tinha partido, e esse algo era minha alma, foi embora e nem arrumou as malas, a vida já não faz mais sentido. No meio da multidão, me sinto sozinho, perdido no vazio que habita minha mente, tentando achar a criança sorridente, que nunca soubera o que é ter espinhos. Quando criança sonhava em ser adulto agora adulto, sonho em ser criança. mamãe, me deixa dormir, só por mais um minuto? Desolado agora, não consigo entender, quanto tempo eu perdi, por que não aproveitei? será que minha infância se foi, sem eu perceber?
Ricardo Ferreira Guedes
belíssimo poema ,você tem muito talento .