Densidade
Quanta solidão nesta cidade, A gente quer o que não tem. O ego alimenta a vaidade, Pela antítese de sentir-se bem. Os carros transitam no mar de faróis. Vejo resquícios de vidas tão tristes, perdidas e sós. Amanhecem os dias, hoje será exatamente como amanhã. Frustrações regadas à furtivas, Numa existência irreal e vã. Ao findar da tarde, semblantes ainda mais caídos, Cansados de correr tanto, por algo que sequer tem algum sentido. É a densidade dessa existência; O corpo pesado; e a mente confusa. Pegam se almas emprestadas, e Quando não as mais querem, não as mais usam.
Márcia Rocha ✍🏽
Perfeito 🤗🎻🎶🎻🎶🥀