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"NΓ£o me aguentei, ri pra nΓ£o chorar. Em meus dias mais tranquilos, o cupido apareceu e falou: -'Hoje vocΓͺ tem mais um dia de sorte, achei um amor verdadeiro para vocΓͺ'. Dou uma risada e falo: -'Quantas vezes?' Ele fica sem entender e pergunta: -'Quantas vezes o que?' -'Quantas vezes vocΓͺ vai despedaΓ§ar o meu coraΓ§Γ£o com um amor que nΓ£o Γ© nem correspondido?' Ele me olha com tristeza e diz: -'NΓ³s nunca somos tΓ£o desamparadamente infelizes quando perdemos o amor'. -'Meu amor pelas pessoas e pelo mundo morreu quando a primeira e a segunda pessoa que eu entreguei a minha vida e me machucaram. Tentei, tentei nΓ£o viver nesse passado escuro, mas entre fases e fases, nada resolveu. Todos aqueles que vocΓͺ mirou com uma flecha do amor, sΓ³ me fizeram sofrer." -'Desculpe, nΓ£o gosto de te ver sofrer'. Diz o cupido... -'se um dia vocΓͺ mirar a flecha no alvo certo... Quem sabe eu volte a ter o mesmo brilho de antes'. -E se eu nΓ£o conseguir? ... -'E se eu nΓ£o conseguir, eu vou continuar aprendendo a amar a mim mesma, a cultivar meu jardim interior, e a encontrar alegria nas pequenas coisas. Porque a verdadeira felicidade nΓ£o depende de encontrar um amor romΓ’ntico, mas sim de construir uma vida plena e significativa, seja ela sozinha ou acompanhada.'
Poeta de Libra
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