Eu vi ir embora...
O barco era grande, navegava lento,
fundindo-se ao horizonte
a cada hora.
O relógio marcava o fim da nossa história,
tempo cruel que tudo devora.
Ora...
Só restaram memórias,
fragmentos de outrora.
O mesmo rio que um dia te trouxe
é o rio que hoje te leva embora.
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A calmaria assustava
e ninguém passava.
A rua estava vazia
assim como eu estava.
Eu estava com medo,
Eu guardava segredos,
Eu encontrei eu mesmo
como se eu me olhasse no espelho.
E no reflexo dos meus olhos ela estava, brilhava como um brilho no olhar, mas era apenas uma lágrima que refletia a luz que a lâmpada mandava.
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No silêncio do meu quarto,
lá estou deitada.
Cantando para as paredes,
porta trancada.
Saio dali para me distrair,
não consigo descrever o que
há dentro de mim.
Eu quero gritar!
Eu quero sair!
Estou presa!
/Alguém me tira daqui/
Em direção a porta eu saio sem me despedir
...
Dia chuvoso,
noite era fria.
Pelas ruas sai correndo
sem saber pra onde eu ia.
Eu estava tentando me distanciar
do que estava dentro de mim
...
E lá eu me encontrava,
na estrada
como uma criança assustada.
Presa nos seu próprio medo,
só querendo voltar pra casa.
De joelhos na estrada olho pro céu,
mas não tinha nada além da luz
das estrelas apagadas.
No meio da chuva fecho meus olhos,
e percebo que aqui estou
deitada
no meu quarto
com a porta trancada
só que dessa vez uma lágrima foi acrescentada
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