laurete_
@laura_moniq · desde 2026
sou um pouco do que perdi, um pouco do que inventei e muito do que ainda não sei.
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Uma árvore em um outono
perde tudo o que tem,
desde a essência até os bens,
não podendo recolher
o que o vento levou,
a primavera em sua mente vislumbrou.
Perguntava-se o que iria ocorrer,
se morreria ou iria prevalecer.
Perdida no que poderia acontecer,
morreu pela ansiedade
que não conseguia conter.
O vento, vendo aquilo,
achou certo o exílio,
desculpou-se com ironia,
desmerecendo o que a árvore sentia.
Dando risada,
o vento voltou à sua morada,
deixando a árvore encucada,
enquanto ela morria desesperada.
Os outros, vendo isso,
a árvore morta, largada,
recorreram a quem estaria
na história entrelada.
O vento, cheio de mentiras no papo,
mudou o acontecimento dos fatos.
A árvore teve seu leito pisoteado
por quem deveria tê-la amado.
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Sabe aquela sensação?
Que queima o coração
Te fazendo pensar
Se realmente quer recomeçar
ou se só quer desligar
Mesmo sabendo que nada mudará
Buscando aquilo que não volta
Mesmo que isso gere revolta
A dor é muito grande para transformá-la em palavras
Mas quero ser compreendida sem dizer nada
Morrer ao dizer ,se sufocar ao querer
É isso que eu sinto ao tentar transcrever.
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Ódio ou amor
nunca se sabe qual dos dois causa mais dor
Totalmente diferentes
mas totalmente iguais
ambos te consomem,te mudam,te cegam
e te deixam irracionais.
Sou como um rio que nasce de repente
Encontro várias afluentes
mas nunca me perco da minha nascente.