te procurei em todos os cômodos
em cada porta retrato de família
te procurei em coisas temporários
em substâncias que preenchesse a falta que tu causou em mim
tentei suprir tua falta em pessoas
mesmo sabendo que ninguém preencheria a lacuna que existe no meu peito.
você me privou do seu afeto
sua presença foi seletiva para metade de nós.
não tive boas lembranças com você,
nem ruins.
não soube seus gostos vendo, só ouvindo o que tinham para falar de você.
gosto quando falam de você.
e por mais que me fira eu ainda me vejo em você.
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não te amo mais.
disse isso pra mim nos últimos dias
senti o vazio, e o gosto amargo na minha boca ao lembrar de você;
eu te nego, mas ainda te sinto.
ainda escuto aquela música, porém não consigo terminar porquê ela me faz recordar de como meu coração bate por você.
o que me acorda é o mesmo que me mata lentamente.
de perto vejo que éramos distantes
presa ao começo
pensando em qual foi o momento que nos perdemos desta forma
eu te olho e é como se eu não soubesse por quem eu me apaixonei;
se eu te inventei para suprir minha própria carência de afeto
mas penso em todos os primeiros "te amo" que meu coração parecia sair pela boca, por todas as vezes que eu me sentir amada por você. o encanto acabou ou eu te criei dentro da minha própria cabeça?
todas as palavras bonitas que você me disse, hoje em dia, ecoam com todas as coisas que me fazem perder o sono.
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