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Murillo Kollek

@kollek · desde 2019

Poeta, membro do Grupo Divinos & Profanos, com alguns poemas publicados em Antologias Poéticas, livros, jornais, revistas e blogues.

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Insônia e paixão

Na noite silenciosa, a insônia toma conta. A mente inquieta é tomada por uma paixão intensa. No leito vazio, os pensamentos percorrem caminhos incertos, esperando por aquele que fará meu coração despertar. As estrelas observam enquanto o sono se desfaz, e a paixão permanece viva dentro do peito. Os sonhos se confundem com os desejos mais profundos, e me levam a imaginar o calor de um beijo. A insônia e a paixão se misturam, em uma noite onde o descanso se recusa a chegar. É no escuro que esse sentimento se intensifica, e o amor que nos liga continua a crescer. Na madrugada, sua imagem toma forma, e insônia e paixão se fundem num só sentimento. Enquanto a lua segue seu caminho no céu, nossos sonhos se encontram, e o amor se revela em silêncio. Murillo Kollek

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Você é atraente

Você é atraente, um mistério encantador, Um feitiço que me envolve por inteiro, Seus olhos brilham como estrelas no céu, Sua presença me faz perder o rumo verdadeiro. Seu sorriso cativante ilumina meu caminho, Sua pele é macia como pétalas de rosa, Cada curva do seu corpo é uma obra de arte, Você é a personificação da beleza formosa. Seus cabelos dançam ao vento como chamas, Sua voz é suave, um convite à paixão, Em seu abraço, encontro tranquilidade e calma, Você é a inspiração de cada composição. Sua força é impressionante, imbatível, Você é determinada, corajosa e audaz, Sua essência é um perfume no ar, Você é a musa que meu coração sempre quis ter. Você é atraente de uma forma única, Que me deixa sem palavras, sem fala, Estar ao seu lado é um privilégio, Pois você é a mulher mais especial de todas. Que nossa história seja escrita em versos, Que nosso amor floresça e se perpetue, Você é a mulher que sempre procurei, E com você, meu mundo se renova e se constrói. Murillo Kollek

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Sabor de poesia

Numa tarde de poesia e sabor, Um casal na cozinha se encontrou, Entre temperos e panelas a ferver, O amor crescia a cada olhar e dizer. Ela cortava os legumes com maestria, Enquanto ele preparava a suculenta carne macia. O aroma do alho e cebola no ar, Dava o cenário perfeito para se amar. Mãos se encontravam em cada toque sutil, No balcão, um beijo ardente se fez sentir. Os utensílios testemunhavam a paixão, Enquanto o fogo de um fogão acendia a emoção. Ao som da música tocando baixinho, No brilho dos olhos, o encanto tinha sido traçado. A troca de olhares era um convite ao desejo, E no calor do fogo, ardiam pelo corpo inteiro. E assim, entre risos e sussurros ao pé do ouvido, Cozinhavam histórias de amor sem nenhum ruído. Em cada taça de vinho, um brinde à felicidade, Quem diria que a cozinha seria tanta cumplicidade? Ali, sabores se misturavam com as mãos entrelaçadas, O amor ardente transbordava sem hora marcada. Cozinhar se tornava um ato de conexão, Um encontro de almas que dançavam na mesma canção. Murillo Kollek

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Escritores

Escrevem com paixão, mergulhando em suas histórias Sentimentos e emoções transformam em palavras Construtores de mundos, criadores de versos Romancistas, poetas, contadores de segredos Ideias fluem de suas mentes inquietas Transbordando imaginação e beleza Ousados exploradores do desconhecido Resplandecendo luz onde tudo é escondido Encantam com palavras Sentinelas de verdades, arautos da liberdade Murillo Kollek

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Aluga-se

Luz opaca ilumina pouco espaço tapas nos quadris sorrisos maliciosos entre sombras gemidos audíveis Beijos apaixonados Mãos, língua percorrem o seu corpo Beijos lânguidos causam arrepios Dedos, línguas duelam-se Carícias tremores gemidos abafados Pernas entrelaçam entre beijos calafrios no pescoço pensamentos sugados corpo apalpado Por entre as coxas penetração frenética sussurros entre travesseiros Em busca de prazer dois corpos entregam-se a uma paixão sem limites Murillo Kollek

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Desço a estrada vermelha

Desço a estrada vermelha poeira nos olhos pedras buracos obstáculos meu anjo sorri sobe a ladeira sem despedir anseio seu corpo abraços beijos troca de olhares carícias afagos entendo seus sinais em seus abraços torno-me adolescente com seus beijos meus sentidos arrebatados em silêncio nossos corpos comunicam-se. Murillo Kollek

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Acordar cedo

Contemplar sua formosura Raios de felicidade Adentra em meu coração. Ouvir seus sussurros Observar seu sorriso Abraçar seu corpo quente Leve arrepio em meu ser. Segurar em suas mãos Beijar seus lábios lânguidos Desejar-te para mim. Ouvir seu coração palpitante Acariciar seus seios Entrelaçar nossos corpos. Murillo Kollek

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Entreabrir as confidências que conheço de ti

Entreabrir as confidências que conheço de ti também conhece as minhas artimanhas existe em qualquer lugar um tesouro completamente fechado bem profundo ao ouvido no profundo abismo rumo aos segredos de um quadro obscuro após uma comunicação secreta no confessionário que protege o corpo do insucesso cerrado a confidencia das confidências que nos dá a privação - tirar a esperança de quem está só - para o lado de lá todos os enigmas: arrependimentos devaneios precipícios a cólera tremores a decapitação leitos produzindo som áspero na escuridão o corpo despido o lugar não tem existência. Na presença da missiva aguardamos inseguros agitando a entrada da deusa de linhagem palaciana fazemos os nossos filhos a passos vagarosos. Eu conheço as suas artimanhas? A pessoa calada dá risada ou lamenta? A confidencia é uma iniciativa indecisa ou extenuada? Murillo Kollek

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Ao anoitecer

Ao anoitecer chuvas relâmpagos trovões. Coração agradece ao céu! Raios rasgam as nuvens amores dilapidados tempestades ondas de cascatas. Conflito interno angústia controlada pela chuva! Sentimento amparado pelo guarda-chuva sobra as dúvidas insegurança medo da perda. Amanhece esperança renasce amor ressuscitado! Murillo Kollek

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Desconectado

Há medo no próximo semáforo lâmpadas mostram o presságio. Lembrar em decepções que vivi atravessar pontes rachadas. Cair em colchão coberto de vidros sentimento rasga-se em linear sangue purifica minha vida coração alimenta-se em desenganos. Submergir a memória em latas de conservas fritar as decepções em ferro elétrico cicatriz no pano molhado. De repente vi terapeutas ajoelhados nas escadas rastros de suicidas em fuga. Lamentações na ponta da língua outorga liberdade de ser preso. Murillo Kollek

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