Uma última carta de amor.
Não pense que estou perdido em mim mesmo. Estou perdido no castanho de seus olhos Que por algum motivo brilham mais que as luzes dessa cidade . Não pense que sou melancólico. É que apesar de tentar encontrar a felicidade em cada esquina, talvez nunca saibamos o seu verdadeiro gosto. Ou talvez sempre fomos felizes e não percebemos e agora o que nos resta é a morte. Não pense que sou maluco. É que eu gosto de contar estrelas Principalmente aquelas que os casais apaixonados nunca terminaram de contar pois algum dia o céu já foi infinito de mais. Não diga que o amor não vale a pena, querida. Alguém em algum lugar no mundo amou teus olhos castanhos. E embora eu parta sem dizer adeus Talvez eu encontre felicidade junto ao criador E quem sabe eu me torne uma nova estrela Para ser admirada pelos poetas apaixonados .
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