Rosas e Sepulturas
Uma rosa branca, murcha e fria, pousada sobre a tua pele de mármore. Teus cabelos ruivos são chamas entre as sepulturas, fogo cortando o breu desse cemitério esquecido. E esse teu sorriso de navalha que rasga o silêncio dos mortos e acende o perigo. Preciso do teu toque gélido e do teu jogo macabro, mesmo que me arrastes para o fundo da cova. Ouvir tuas falas finas, como um sopro fantasmagórico, entrelaçadas à minha respiração pesada enquanto nos deitamos sobre a pedra fria. Nas sombras ocultas da tumba, nos distraímos sem medo da escuridão perigosa, trocando o sopro da vida pelas tuas verdades mais quentes e profanas. (Versão terror)
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