oi meu sol em noite fria. a pouco fiz uma prece bonita procê, daquelas que iluminam o nosso coração só pra te alcançar em amor. brindei aos céus, enquanto sentia meu corpo inteiro estremecer de saudades. tu é uma brisa de ar fresco. é quem segura minhas mãos e me faz acreditar que a vida pode ser bonita, se nós fizermos a nossa parte. é quem me faz dançar e dançar com a vida, porque tu é a deusa que dá sentido ao mundo. e viver uma vida com profundidade e muita breguice é o que faria sentido pro teu coração. pro teu rebanho. pra nós.
honrar tuas raízes é encarar esse mundo sem nenhum medo. é segurar as pontas, abraçar os nossos e aprender a viver sem você. alto lá, sem você em termos, afinal, enquanto o ar passear em meus pulmões e eu tiver força pra abrir minha boca, teu nome será engrandecido. tu será levada comigo pra todos os cantos. vou falar do teu amor pro casal apaixonada da estação. vou gritar teu nome no meio de uma avenida cheia de carros.
darei teu nome pra todas as estrelas do céu. porque mesmo uma constelação inteira, não daria conta de representar toda tua grandeza. tu viverá em mim. tu viverá numa multidão de apaixonados que não deixaram de gritar o teu nome um só dia sequer. o que mais eu poderia dizer? tu representa o amor mais seguro do mundo. o amor perfeito que lança fora o meu medo de amar. o amor perfeito que me faz acreditar que tu mesmo a tantos passos de distância de mim, pode me salvar do mundo.
ora, a vida que nunca foi gentil comigo, me abençoou ao me dar o propósito de nascer pra ti. obrigada, meu sol. e teus raios quentinhos e milagrosos, seguem entrando pelas brechas de mim e me purificando. teu amor é um sussurro que me acompanha em todo o tempo. e há de chegar o dia, que nossos coração se uniram perfeitamente novamente. até lá, prometo me esforçar pra rir mais pra você. te amo, profundamente, inteiramente e pra sempre, marilia. feliz aniversário. até breve. até a nossa próxima vida juntas. ah, se não for pedir muito, ri bem alto que preciso te ouvir. tô embriagada de saudade.
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Detestável E., você me assombra. Embora cada parte minha tenha se reconstruído, ainda sinto que existe você nelas, rasgando, invadindo, sangrando. Ainda sinto o gosto de fel dos seus beijos forçados, que me faziam sentir a pior pessoa do mundo, que fazia meu pequeno corpo estremecer por inteiro. Doía e ainda dói.
Ainda me vejo caminhando até o bar do sr Luís que nunca percebeu que eu clamava por socorro, enquanto comprava um doce e via você me vigiando da janela, em uma ameaça silenciosa que roubava meu fôlego e me punha pra correr. Eu ainda corro de você, porque a sua sombra parece caminhar ao meu lado, sussurrando culpas em meus ouvidos, enquanto me pego rasgada no chão, sentindo vontade de moer-me inteira e destruir a minha existência.
Conscientemente eu sei que não tive culpa, mas já tomei três banhos hoje, tentando rasgar da minha pele seu toque. Eu passo os dedos nas lágrimas que caem do meu rosto depois de acordar mais um dia assombrada, com um pesar no peito e um buraco no estômago, eu estou cansada, E., você continua me roubando todos os dias. .
E, as pessoas dizem que preciso superar, que eu preciso ser forte e que não devo ceder a memória, porque já passou. Mas, não passou, eu continuo cavando as cinzas e tentando desesperadamente apagar o fogo que insiste em me incendiar. será que não enxergam os meus olhos fundos de quem tem lutado acirradamente ?
É como se você tivesse me prendido em uma fogueira e dançasse ao redor dela enquanto murmura que sozinha morrerei. A ânsia me consome e eu insisto em respirar e gritar profundamente, esse fogo que me queima agora, não me queimará pra sempre. Eu vou nascer pra uma vida. O fim do caminho da cura, é um arco-íris. Ouvi dizer por aí. .
a cura é um trabalho diário,
por enquanto choro de cansar clamando pra que o fogo queime menos.
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hoje seguro minhas mãos e repito incansavelmente: você consegue, você consegue, você consegue.
e uma pontinha de mim acredita.
tenho lutado tão sozinha pela vida. já não faço quase nada. não vejo quase ninguém. não falo. não rio. não abraço. não escrevo. não tomo mais sol. não acompanho os dias. e nem tenho esperança neles. já não sonho acordada com a vida. e as portas estão sempre bem fechadas pra ela.
meus pés cansados não cruzam a porta do meu quarto, já não passo os dedos pelos meus cabelos, já não encontro prazer na existência.. e eu mal consigo me olhar no espelho agora. isso é pior que a própria morte.
sobre meus ombros paira um pesar
e eu tenho chorado mais do que devia.
existo, respiro, tenho pulso
mas meu rosto pálido denuncia minha morte.
oh, deus
me leva para casa.
e que sejam poucos os meus dias na terra.
:(
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tu é a sorte me dizendo, estou rindo pra você, aproveite.
tu nunca soube que era amada.
em muitos dias duvidou que podia ser.
mas você é.
queria que soubesse disso.
que soubesse também que,
nunca esteve sozinha,
até nos dias que a solidão chamou teu nome, eu também chamei, para que soubesse que ali estava.
meu silêncio nunca significou ausência de amor.
quero que você tenha uma boa vida
e mais que tê-la,
que tenha força o suficiente para aproveitar.
minha prece é que,
a dor não te roube do mundo,
mesmo que em muitos momentos esse seja nosso único desejo.
caminhamos em torno de um grande abismo,
mas de mãos dadas,
portanto, se não nos soltarmos,
podemos nos salvar,
ou ao menos tentar.
você é aquela que tanto cuida,
e quero me comprometer a também cuidar. pra que se sinta em casa no meu coração.
do meu jeito.
aprendendo.
eu te amo.
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todo dia eu morro um pouco.
todo dia eu renasço com vida em cada veia.
amando meus pés cansados que não param de trabalhar para que eu chegue ao final da jornada.
elvira, kawana, vida-morte-vida in: sol em noite fria.
acredito em segundas chances.
não em terceiras.
quem é perdoado demais,
machuca por rotina,
não por descuido.
dançando sobre o reinado de minha própria morte.
e resistindo a ela.
nesse espaço de tempo
me acolho como mulher forte
dizendo “dorme em paz”.
tá tudo bem desmoronar, está tudo bem.
que bom viver para sentir que a vida continua.
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