um poema sobre mim
No silêncio do abismo Só seu coração pode ser ouvido De olhos fechados e entregue ao vento Pode sentir o ar pulsar, então concentra-se o alento Um azul desbotado e redondo te envolve Não é mais tão desesperador No início, o tempo era muito curto Mas agora cada momento possui valor Aquele vão na tua boca que permite o ar entrar Da a sensação de que tudo é feito da mesma coisa Suas mãos são tão pequenas Ó, corpo de dimensão insignificante Deixa que sua imensidão seja preenchida por algo maior Absorve esse poder e torna-te também enorme Completo e confiante Pequeno ser num universo tão gigante Repleto de consciências igualmente gloriosas Que numa soma de luzes se fundem em tons de rosa
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