Como posso ser alheio?
Se há você em tudo que vejo,
seu cheiro em tudo que leio?
Sonhando acordado com você
Faço a maior força pra não querer te ver
Não quero gastar nenhum segundo da minha vida pensando
em como seria amar você
Mas o fato é que não há como controlar
Tudo que em minha mente insiste em ficar,
tudo que em você eu nunca quis desejar
Mas se há vc em tudo que vejo
seu cheiro em tudo que leio,
como posso ser alheio?
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O inverno chegou
E o Sol, longe ficou
O vento esfriou
O frio cortou
Dilacerou meu coração
Que só consegue lidar com o meu pensar
Nos meus irmãos
da rua,
em suas casas de papelão
Mas tem quem goste do inverno
(Melhor do que queimar no inferno)
Dormir de conchinha
Chocolate quente pra aquecer a gente
Gente
Chão
Com no máximo um papelão
Mal posso esperar pelo dia que eu tbm venha a gostar
E não precise mais me importar com frio que meu irmão vai enfrentar
Coberto, alimentado, aconchegado
No conforto do seu lar
Como gente,
Nunca e ninguém mais
Como indigente.
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O problema nem é você não gostar de mim como eu gosto de você
Não é, te desejar e não te ter
Não é, não conseguir parar de pensar em você
O problema é que nunca quis gostar de você
Nunca quis te querer
E apesar de querer muito te ver
Eu juro,
nunca quis querer te ver
Nunca quis querer falar com você
Ouvir sua voz
Sentir seu cheiro…
Tão pouco quis querer o quanto quero tudo sobre você
Com você
Escravo do que nunca quis querer
Sigo tendo que evitar você
É desesperador viver com tudo que nunca quis querer
Aumentando a cada contato com você
Pra não ceder ao desespero
Com você não me meto mais
Tenho certeza que você já recebeu todos os sinais
Ja deixei claro,
Eu sempre falo demais.
Mas com você
Não mais
Não vou mais te procurar
Nossas conversas prolongar
tão pouco vou te rodear
Não quero ser eu a assediar
E isso posso controlar
É por isso que esses versos eu sequer vou assinar
Não posso me dar ao luxo de te contar
Como tem sido esse meu te amar
Sem querer
E tendo que te evitar
Eu nunca quis te amar
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Minha sina é gostar de você menina.
Sem querer querer-te
E ser condenado a viver sem ter-te
Sinto que tenho muito a dizer
Sobre mim
Sobre você
Sobre essa vontade de te ver
Tocar sem me abster
Sobre seu perfume
Seu cheiro
Seja em minhas memórias olfativas
Ou nas páginas de Jojo
O que eu lhe tenho é amor
Nenhuma outra palavra define esse turbilhão
Que em mim gira a milhão
Do qual sou barragem de contenção
Represando afluentes
conscientes e inconscientes
Dos quais sou conivente
Pra não dizer negligente
Por seguir pensando
Nesse rio que é você.
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Tiros lá fora
São na escola
Corpos no chão
Ou em sacolas
Mortos pelo colega,
pela polícia
ou pelo exército.
Mas segundo o presidente
Mortos pela gente
O que não deixa de ser
Afinal o mundo avisou você
Que ele faria muita gente morrer
Ele avisou você
Que até inocentes iriam morrer
Falou
Gritou
Do palanque fuzilou
Com ódio alimentou
Com as mãos simbolizou
O povo acatou
O branco votou
No presidente que claro deixou
Que preto e pobre
Nada mais terão
Nem saúde
Nem educação
Apenas morrerão
Tratados com o cão
Dedo no gatilho
Morte a oposição
@janeirode87_
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Tempo:
Extensão (i)mensurável
Pela qual se pode identificar
eu e você.
Dois eventos distintos,
que ao contrário,
seriam idênticos.
E estariam no mesmo lugar,
desse vasto espaço.
Agora:
O presente
singular e subjetivo,
totalmente relativo,
Indo de
O intervalo de tempo em que se está(va),
A ruínas do agora
deixadas por Albert e sua relatividade.
Que presente.
Presente:
Porções de agora
Minutos,
talvez horas
Intervalo de tempo que importa
Se me permite um conselho,
Plante neste a felicidade
O futuro (ainda) não é de verdade
Futuro:
O próximo segundo
Fruto do presente
Tão Incerto como indiferente
Estância onde se projeta a felicidade
pra muita gente.
A questão é
Quantos futuros ainda
se tornarão passado?
Passado:
Paradoxalmente
o futuro do futuro
Registro do que se passou.
De crente a ateu
Pra mim, não importa o seu
Na verdade,
nem o meu.
@Janeirode87_
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Versos
eram a promessa de que homem você seria.
Poesia
é ver o caminho que vc trilha
nessa metamorfose.
Amor
é poder estar ao seu lado.
Compartilhando
Apreendendo
Mais do que ensinando.
Pedro Manzi
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A Barra é Funda.
O chão é frio.
A sede doi,
corroe.
A fome então…
Mas SP é linda,
muito mais que puro cinza.
Na barra até tem verde
E gente
Nossa!
Como tem gente.
Estão junto com as folhas
de outono,
no inverno,
verão
Na primavera então…
Pena que são folhas de papelão.
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Liberdade
Aqui na minha mente
Até parece de verdade
Pensamentos livres
Incontidos
Voam em bando
Migrando
Do inconsciente
Para o sul
Até que propositalmente
Censuro minha mente
Consequentemente
Me pergunto
Se de repente
Não pode haver mais nada entre a gente
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