só sei o que não sei ainda
Sou como um passarinho Vôo livre cantando sozinho As vezes eu volto pro ninho Mas quase sempre vou sem caminho. Queria aprender a ter temor pelo temido Mas só tenho curiosidade ao que não me é devido Sou peregrino das voltas que faço em torno do mundo, e vou sempre mudando conforme meu novo rumo. Dessa forma eu arrumo o desorganizado E esqueço o que não foi por mim guardado. Eu crio bolhas nas quais nem elas enxergo mais, Vivo vivendo em um mundo que não me satisfaz ou que nele já sofri demais, e continuo sofrendo por não conseguir sofrer, é como se no céu o inferno houvesse de haver, e dessa maneira eu sigo contrariando o contraditório, me volvendo a mover o móvel imóvel. Eu gosto do óbvio e do objeto Por conta que neles vejo que sou cativo, Algo mundano e sem sentido É o que me traz o conforto e o alívio. Pensar sobre o pensamento dói como um tormento, e escrever sobre os mesmos é chorar de sofrimento, pensar enquanto penso por estar pensando no que pensei... Talvez por conta disso a nenhum lugar cheguei. Bom... Ao menos nesses giros eu te encontrei E tu detém o fascínio que dou a ti e mais ninguém A senhorita cativou minha confusão, Me pondo na palma de sua mão, Não sei se gosto da minha reação, Mas te amo desde que me acalente o coração.
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