Cabelo com um cheiro tão doce
Que grudou no meu travesseiro
Que grudou no meu nariz
Que grudou você na minha cabeça
Seu balé floral
Quando você gira, gira e balança
Flores caem no palco
Seu show anual, acaba de começar
Gira, gira, dança, dança
Encontros nunca foram meu tipo
E quando você encontrou o caminho
Pra o branco das nuvens
Eu fiz um filme, com memórias
E quando eu tive notícias de você
Eu lembrei de escrever um poema
Com seu nome no título
Mas nunca coloquei
Não sabia se o parênteses era necessário
E agora com você balançando, me olhando
Eu vou dizer pra ela
Ela já não tá mais na minha janela
E eu não busco por ela
Ela tá na minha janela
E eu atiro pedras por ela
Eu tô na sua janela
Me atende uma vez
Quero ouvir sua voz
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São apenas lágrimas de um passado
Enquanto eu acabo com um aliado
Sua voz na minha cabeça se dissipou
Minha vida se dissolve em lágrimas
Em um escuro corredor nas luzes de luas
Eu vi meu reflexo em uma festinha
Lá tinha alguma pessoa olhando pra mim
Minhas lágrimas viraram flores mortas no jardim
E eu espero me encontrar nesse momento, nesse fim
Um muro de berlim feito com espelhos de jasmin
Eu vivi pra me ver neste espelho e agora no confim
O espetáculo espatifou, espero meu show acabar
A festa terminou, e eu posso te reencontrar no pós-show
Meu amor, meu amor, meu amor
Se foi, se foi, e hoje eu quem vou
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Nessea últimos dias, eu tenho pensando
Em coisas até demais
Eu tenho pensando que na verdade eu queria ser
A única coisa em mente
Eu tenho pensando em coisas demais
Mas não tenho pensando nelas
Tá meio que cansativo pensar
E agora meu cérebro pesa 100 quilos
E meus pensamentos tem mais de 100 quilômetros
Mas meu cérebro não tem este tamanho
Querido, eu pensei em cantar
As coisas que eu escrevo
Pro vento, pra você, pra chuva, pra Deus
Pra eles, pra elas, pro mundo inteiro
E as vezes até pra mim
Mas eu penso que seria melhor rasgar essa página
Pois de verdade, eu sinto que ninguém
Poderia entender
E tá cansativo demais, ir atrás de saber
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As vezes dá vontade de chorar
Ler suas cartas outra vez, isso é real
Só ainda me sinto viva quando choro por você
Mesmo tentando te esquecer, falo sozinha sobre nós
Cada nuvem me lembra você de forma diferente
Cadê você, cadê você, só te vejo na televisão
Andar pela cidade sem segurar sua mão
Tem sido cada vez pior, se ainda se lembrar de mim
Pelo menos me escreva, uma última vez
Mesmo que eu seja a pior pessoa do mundo pra você
Venha e me escreva e ande em minha direção
Com suas sapatilhas pretas com estrelas de fivela
Pode acreditar que eu ainda aceitaria seu pedido
Se quiser comigo uma última vez
Sinto a sua falta como uma parte de mim
É o fim, meu cupido atira pra longe de ti
Eu ainda odeio te amar
E vou continuar odiando
Enquanto de você lembrar
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Voa, voa
Como dentes-de-leão ao vento
Mas agora o vento frio bate
Nas suas lágrimas salgadas
E suas pernas só sabem tremer
Seu coração pulsa, e seu poema voa
Espere que se olhem de novo
Se eu tivesse completo meu pedido
As estrelas cadentes, você não teria ido
Agora o tempo se distorce
E meu crânio se torce
O travesseiro roxo, ouve até demais
Antes de você e meus ais
Poderia tudo ter sido evitado?
Páginas escritas com poucas palavras
Mas minha mão enfraqueceu
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Caixa empoeirada... cheias de Bons Tempos
A tal qual livros na estante, passando por memórias
Tentando segurar sua voz, tentei te fazer dançar
Você fez como um disco de vinil... arranhado
O lago dos cisnes, poderia eu estar na plateia
Se pelo menos o motivo de não ter porta
Quando eu havia de ter me encontrado comigo
Andando sobre estrelas em um sábado azul, ensolarado
Que em algum bom tempo já foi um sábado nublado
Esperando a música acabar pra te encontrar no camarim
Esperando por alguma coisa que salve meu jardim
Regue meus girassois até o fim
E preencha todo esse vazio que você deixou quando se foi
Esperando por alguma coisa que me faça parar
ESPERA POR Mim
ACABOU, APAGOU
você apagou as luzes, e se foi
e eu tento usar lanternas
Alguém me ajude, por favor
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Estrelas que caem
E trincam no chão
Quarto escuro, Luz das lágrimas
Sozinhas, assustadas
Estrelas trincadas
Pelúcias ouvem
Travesseiro apertados
Todo dia é igual
Eu estou um pouco cansada
Parece tudo ser verdade
Mas meu olho ainda arde
Pontas que machucam
Porque eu tinha que chorar estrelas?
Talvez pode tudo ser coincidência
Mas eu ainda não paro de reparar
Eu tenho medo...
Pode tudo ser mentira
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As sete da tarde, voltando pra casa
Lendo revistas que me perdem o sentido
Leio sem entender, leio sem você
Raios da lua molhando meus braços
Infelizmente, eu ainda culpo astros
Revistas de moda com roupas que não posso ter
Revistas de moda com coisas que não posso ver
Ler algo assim me lembra o passado
Coisas que não fiz, por medo do futuro
Ocasionando no futuro que eu tanto temia
Passei anos tentando apagar minha visão
Mas continua aparecendo, na bolsa, na mão
Em todo lugar, meu passado está aqui
Alguém por favor, me liberta disso
Eu não aguento mais essa luz, luz escuro
Eu não aguento mais estar sem você
Alguém me leva pra refazer tudo que um dia eu tive
Pra recuperar o tempo que eu tive com ela
Não sei mais se o passado é o certo a me dopar
Goles e goles de teu rosto
E suas coisas estão na minha cama, esqueceu-se?
Acho que você nunca quis voltar, ou não era legal
Suas roupas eu guardei, algumas eu até usei
Mas não suportaram a falta que cê faz
Sua blusa branca, hoje é vermelha de mim
E cada corte não substitui a minha dor
Então só grito mais só uma coisa
Que você enfim volta meu amor, amor, amor
As flores você que escolheu
E hoje eu sei que você nunca foi realmente meu
E enquanto eu vejo você dançando, atuando
Lembro de cada roteiro brega que contigo fiz
Que eu guardo na minha cabeça
No meu coração, no armário
Eu continuei esperando minha paixão passar
Só que nada adiantou, nem chá, nem café
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Provando de um pouco de sal
Meu açúcar se desmancha
Me desculpa não estar lá
E não ser o seu doce favorito
Os sabores que rodeiam sua língua
Podem não ser os meus
Mas sempre serão...
Memórias agridoces
Quando eu olho o horário
Penso no ponto que chegamos
Nas mudanças de batimentos
Ao ponto do bolo queimar
Mas pensar em não mais ligar
O som do tempo batendo no vento
Você ainda gosta, das nossas...
Memórias agridoces
Procurando a cola que vou usar
Na minha pequena vassoura
E voar
Atrás de poder achar
O jeito de fazer o seu doce favorito
E pode ser que nossas
Memórias agridoces
Ficam um pouco mais
Memórias doces
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Se na noite a lua apagasse sua luz
Meu mundo a girar pararia e assim se introduz
Seu fios pretos escurecerem minha visão
Dentre essas cinzas que me matam a cada hora
Assim suportando só mais um segundo
Pra viver nessa memória viciante e escura
Toda vez que aquele despertador toca
Eu lembro do quão estranho foi aquilo
Um universo de sensações
Minha visão turva lembra de que por um momento
Você nunca soube quem eu realmente era
São apenas cigarros através das cinzas
Cigarros e mais cigarros
Queimando minhas memórias de nós
Queimando uma noite, que pra você nunca existiu
Pois são apenas mais cigarros entre cinzas
Seu amor por mim acabou como um cigarro
Meu amor, eu gastei maços e mais maços para esquecer daquela noite
Saber que meu rosto, você nem lembra
Dói mais do que saber que você não me ama
Que você foi embora sem me avisar
Cigarros entre as cinzas
Por noites eu esperei que tudo isso fosse um sonho
Que quando eu acordasse fosse meio dia
Nós estaríamos brincando de pique esconde
E não acabando com cigarros pra morrer
Como filmes de romance seu amor perpétuo
Mas algum outro o roubou, com uma ligação
Você precisava mesmo de ir naquele show?
Ou não queria acordar com meu rosto mais?
Eu tive que encontrar o caminho de casa sozinha
Pois, eu já sabia que com você, eu não voltaria
E tão longe, eu só vejo o seu rosto
Na tela da minha televisão
Entre cinzas de cigarros com formato de coração
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