Singular
O que eu faço com toda esta saudade, Que aperta no meu peito...? Que me acompanha pelas ruas da cidade E que dorme comigo no meu leito? Saudade latente, sufocada, Que do nada virou rotina. Sempre à espreita, No cimo da escada, no virar da esquina. O que eu faço com tanto espaço Que a minha casa ganhou? E com aquele abraço, Que ainda o sinto, mas não dou?! E o que eu faço com este meu sentir, Com o pacto de amor e as juras eternas? E qual o caminho, que agora sozinho, Devo seguir? Se meus passos Eram dados pelas tuas pernas?
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