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Ítalo Felipe

@feliperc · desde 2018

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Ares

quando se deixa de viver a vida vira isso, um peso insuportável quando se deixa de ser a vida vira isso, um sistema, uma produção quando as coisas saem do natural a vida vira isso, um entrar e sair da cidade viver e a vida, colegas que se odeiam

guerreiro ou não

não sou um guerreiro que guarda sua atenção não tive a sorte de nascer para te servir - ou para parasitar nem para ser seu Deus - ou seu verme mas, os ciúmes, esses poucos e rasteiros que se escondem numa rotina despertam-me para um sonho herculano de combate contra inimigos mais ou menos fortes para grandes aventuras e em dado tempo, num livro de Bertrand Russel ou numa consciência minha o ciúme bobo se desfaz, dar ar a minha identidade e agora? sou guerreiro ou sou eu? e o que significa hoje ser guerreiro ou ser eu?

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Dia Acabado no Nascimento

A Rosa está pegando fogo A brasa que consome tem 14 mil metros E devora a terra, o céu e o meu dia Que dureza é cultivar rosas Plantei para buquês Colhi para coroa

Ainda Bem

Dançam a velha dança Dançam a nova dança A dança suporta o passado, presente e futuro Suporta o tempo e os deuses Dançam as mulheres Numa cigana ordem Organizada-Desorganizada Minhas mulheres que dançam eternamente No palco que eu construí Dança eterna Continuará depois que eu me for Esse teatro não para É para a eternidade É para mim

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NÃO TÃO RARO

Às vezes E isso é segredo A paixão sai do meu corpo Desabita a minha mente E se vai da minha alma E quando tudo é frio Eu me consolo sabendo que às vezes As cortinas do teatro se fecham E a paixão retorna

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Roupas e Encontro

Mas não se preocupe Definirei a tua forma pela minha vista Um belo vulto negro que esconde a parte mais linda do teu corpo O coração? A alma? O seio?

6°

Que pássaro lindo Que me põe na gaiola Que me obriga a cantar Que pássaro lindo

Dois olhos

Te observo de longe Teu canto é segredo Tuas ações segredos Quem te toca degredo Te observo de longe Na loucura de quem observa atentamente Quebre Grite Crise Sou indiferente Se teu canto é segredo Tuas ações segredos Quem te toca degredo Eu apareço Te observo de longe

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Injusto

As nascentes germinam Meu corpo adoece A vila cresce O que era suplício É paraíso É a comunhão De Deus e Canaã Não deixam Não deixam e não deixarão Os canhões e seus homens mandados As baionetas, as costuras Não deixam e não deixarão O cantar alegre de uma terra antiga e mágica Deixaram escombros para lembrar Que não deixam e não deixarão

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