Ela veio como uma enchurrada,
Uma enchurrada de desejos, de sentimentos e medos.
Uma enchurrada que me levou pra longe,
Longe de qualquer lugar.
Agora que faço parte dela já não sei se quero me encontrar.
Quero ficar aqui e sentir essa enchurrada me levar.
Ela veio como uma chuva que lavou minha alma, e trouxe calma para esse coração acelerado.
Me sinto culpado se o sol vier para secar,
Quero me sentir assim, molhado, encharcado, não quero que nada venha para mudar...
Razão, emoção...quero apenas te sentir, te ouvir, te tocar.
Ela veio e tenho medo que vá!
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Tristeza,
Eu eu não a escuto mais!
Quero ouvir felicidade,
Isso já me satisfaz...
Não vou mentir,
Em você há uma beleza
Discreta, inquieta
E só quem pode te sentir
Sabe o que você faz...
Ouço o teu grito,
Não minto,
Te sinto,
Mas, não quero te escutar!
Ah, tristeza!
Sei o que queres falar...
Em ti há tanta destreza,
Mas, não seja atrevida
Respeite minha vida
Para que ela possa lhe respeitar.
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A falta de empatia
mata mais que a fome,
o que te prejudica é forma
que você digere aquilo que consome.
A ignorância é a causa
da morte de muitos homens.
O que você recebe?
O que você entrega?
O que está disposto a si doar?
O que te cala, o que te cega"
Qual a sua vontade de enxergar?
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E agora José!?
A internet acabou,
O boleto venceu,
O plano esgotou
E tudo desapareceu,
E agora José?!
Não há ninguém nas ruas,
Não há amigos conversando no muro,
Bem-vindo ao nosso futuro,
Olha o que aconteceu!
E agora José?!
O que fazer com o que se perdeu?
E agora José?!
Esse é o nosso presente,
Um tanto diferente
do presente passado,
E agora José?!
Quem é o culpado?
Vês, José!?
Pessoas carentes
E tão diferentes
Se tornando unicelulares,
E agora José?!
O mundo acabou,
A cortina se fechou
E apenas restou
As baterias de celulares!
José, e agora?!
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Oh, Fada!
Afaga...
Essa ferida de adaga em mim.
Afasta!
A faca...
Vem, cicatriza o que deixou- me assim.
Levanto e ando!
Vou assim te encontrar...
Enquanto eu canto
Vem me ensinar a amar.
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Flor na janela,
Ferida aberta
Não pode nem chorar.
A vida é bela,
A dor é certa
Mas, não impede de cantar...
Um sol que brilha,
Lua ilumina,
Ouça o som do mar!
E na cidade
A correria
Na praia o seu andar.
É poesia,
Raiou o dia,
Encanta o seu olhar!
Hoje!
É dia de viver,
Se reconhecer
E se encantar...
O mês abril,
A flor fechou,
Quem viu sorriu,
Tudo recomeçou.
Hoje!
Só pode errar
Aquele tentou!
Hoje!
Só pode ver
O que acontecer
Aquele que acordou.
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O que diz a respeito
Do sujeto
Que abre o peito
E vai de cara pro mundo?
O que diz a respeito
Desse jeito,
Disso, daquilo, de tudo?
O que acha
De estar aí parado,
Pensando em tudo o que tem planejado
E o quanto que ficou para trás?
O que tem a dizer
Ao espelho?
E àquele que respira por aparelho
E te encara,
Já sabe quanto tempo faz?
Ele te olha, te ignora
E se apavora como o que vê,
Mas, olha! Ele tem uma estória
E muito ainda há fazer!
Mostre a ele tua força,
Arranque dele essa forca,
Desligue o aparelho
E faça viver!
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Seus olhos se fecharam
Mas em seu corpo
O sangue ainda corre
E escorre pelo seu corpo
Lágrimas...
Podem matar a alma
Podem dar como morto
Mas, seu pensamento
É imortal.
Podem calar a voz
Mas, seu grito não emudece,
Padece o rosto,
Tão pálido e triste
E insiste em continuar...
Lá fora há um vazio, está frio
Mas, por dentro queima,
Nada acabou,
Apenas se conhece o infinito,
Lá fora tudo muda,
Mas, por dentro nada mudou.
O que continua?
Lembranças, estórias,
Deita - se o homem,
Erguem - se as memórias,
Ele partiu ou ele ficou?
Vai - se o espírito embora,
Vês, quantas coisas ele deixou.
Morre quem esquece de viver
E vive eternamente
Àquele ou aquilo que não deixamos morrer.
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O que queres vencer
Sem antes lutar?
É medo de perder
Ou medo de tentar?
Saber perder
é o primeiro passo
Para ser um vencedor,
Tem que calejar o coração,
Fortalecer a mente,
Eu sei que vai doer,
Mas, depois que a gente sente,
Se surpreende!
É libertador!
Parece que a gente é capaz de tudo,
De vencer o mundo!
Sua palavra é tua espada
E seu canto é como um escudo...
Nada pode te derrotar,
Aprenda! Se cair, levante
Pra chegar é preciso continuar,
Sonhe, cante, escute!
Se queres tanto conquistar,
É preciso que você lute.
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Eu li
A poesia em seus olhos,
Eu ouvi
A canção que sai de sua boca,
Essa sua voz que me emudece,
E logo desaparece,
Me enlouquece, me aquece
Com um calor de tirar a roupa...
Eu li cada verso seu,
Como se fosse meu,
Cada palavra
Como se fosse minha...
E adivinha!
Em tudo que leio,
Vejo você,
Em tudo que escrevo
Imagino você,
Cada canção que escuto
Dedico a você,
Em tudo o que toco
Sinto você...
A cada minuto
Te imagino...
Nos meus sonhos
Você está ali,
Você está aqui,
Tão longe... e tão perto,
Tirando meu sossego,
Me deixando inquieto...
Em outro estado...
É assim que você me deixa,
E assim, você me deixa...
Em outro estado..
Pensando em tudo o que tenho sonhado,
Eu li
Você!
Bem me quer,
Mal me quer,
Meu bem querer...
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