Perdendo o controle
Ele encostou na parede, respirando fundo. — “Você sabe o que tá fazendo comigo?” Ela sorriu de lado, se aproximando devagar. — “Sei… e você gosta.” Os dedos dela tocaram o peito dele… descendo… sem pressa. Ele fechou os olhos. — “Para…” — “Você não quer que eu pare.” Ela chegou mais perto. O corpo colado. O calor subindo. — “Eu tô tentando me segurar…” — “Então não segura.” O beijo veio forte. urgente. quase descontrolado. As mãos dele deslizaram pelas costas dela, puxando mais pra perto… como se precisasse. — “Eu te quero…” — “Então me sente…” Ela guiou ele… devagar… provocando… deixando sentir cada movimento, cada reação. O membro dele, firme, quente, pulsando… reagindo só ao toque dela… à voz… ao jeito. Ela mordeu o lábio. — “Você tá assim por minha causa…” Ele soltou um riso baixo. — “Só sua…” Ela se encaixou mais perto… a abertura quente, úmida… quase pedindo… quase implorando por mais. Mas ela parou. Olhou nos olhos dele. — “Fala.” — “Eu te amo…” — “De novo.” — “Eu te desejo… te respeito… te quero inteira…” Ela sorriu… finalmente cedendo… se entregando ao ritmo, ao calor, à vontade dos dois. Os movimentos começaram lentos… intensos… carregados de tudo que eles estavam segurando. Respiração falhando. mãos se apertando. — “Não para…” — “Não vou…” O mundo sumiu. Só ficou o corpo… o calor… o amor misturado com desejo. E naquela noite… eles não se seguraram mais.
Nilza Poetisa
Um poema sensual e perfeito, como só vc consegue escrever